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COI devolve hino e bandeira aos bielorrussos, mas não aos russos

O órgão suspendeu as restrições aos atletas bielorrussos determinadas após a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022

COI devolve hino e bandeira aos bielorrussos, mas não aos russos
COI devolve hino e bandeira aos bielorrussos, mas não aos russos
Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) - Foto: Christopher Black/World Health Organization/AFP
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O Comitê Olímpico Internacional (COI) suspendeu, nesta quinta-feira 7, as restrições aos atletas bielorrussos determinadas após a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, permitindo que eles participem, com hino e bandeira, inclusive em competições por equipes.

Segundo o mesmo comunicado, o órgão olímpico mantém, por enquanto, as condições impostas aos atletas russos, que só poderão participar em competições internacionais sob bandeira neutra, a título individual e desde que não tenham apoiado ativamente o conflito.

Formalmente, corresponderá às diferentes federações internacionais aplicar a medida, já que a comissão executiva do COI se limita a fazer “recomendações”.

Mas esta nova política deverá permitir, em 2028, a volta de uma delegação bielorrussa aos Jogos Olímpicos de Verão de Los Angeles, assim como aos Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno de Dolomiti Valtellina, com presença na cerimônia de abertura e presença no quadro de medalhas.

As classificações para ambos os eventos “começarão neste verão” (hemisfério norte, inverno no Brasil), lembrou o COI.

Nas duas últimas edições dos Jogos (Paris 2024 e Milão-Cortina 2026), alguns atletas russos e bielorrussos competiram como “atletas individuais neutros”, sem representar oficialmente seus países.

O número, no entanto, foi reduzido: 17 em Paris e 7 na Itália.

Para justificar a distinção aplicada aos atletas russos, o COI lembra que o Comitê Olímpico Russo está suspenso desde 2023 por ter colocado sob sua autoridade as organizações esportivas de quatro regiões ucranianas ocupadas e que novas preocupações em relação ao sistema antidoping russo surgiram recentemente.

Apenas neve e gelo em 2030

Por outro lado, o COI fechou a porta nesta quinta-feira à presença, nos próximos Jogos Olímpicos de Inverno, os dos Alpes franceses em 2030, de modalidades como o cross-country, o trail, o ciclocross ou o gravel, que os organizadores franceses estudavam como possíveis propostas, apesar de não serem esportes de inverno propriamente ditos.

“Vamos votar o programa em junho, mas já decidimos que nenhum esporte de verão e nenhum esporte praticado em todas as estações fará parte. Será apenas neve e gelo”, declarou a presidente do COI, Kirsty Coventry.

Não há, no entanto, avanços em relação aos planos para os Jogos de Salt Lake City 2034, pois há um grupo de trabalho do COI atualmente encarregado de fazer uma reflexão mais aprofundada sobre o programa dos Jogos Olímpicos, e as conclusões ainda não foram apresentadas.

Em todo o caso, para 2030 ficam restringidos os possíveis “esportes adicionais” que os organizadores franceses podem propor. Permanecem em disputa o freeride e a escalada em gelo.

Em dezembro passado, o responsável pelos Jogos Olímpicos de 2030, Edgar Grospiron, explicou que se estudava a entrada de modalidades que não são estritamente de neve ou gelo, mas cuja organização é pouco onerosa, para aproveitar o potencial dos Alpes franceses como sede do evento.

A possível inclusão do trail ou do ciclocross provocou reservas entre as federações internacionais de esportes de inverno, que pediram para “não desvirtuar” o evento com a inclusão de modalidades habitualmente administradas por federações internacionais de esportes de verão.

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