Sociedade
Técnica de enfermagem que acusou Magno Malta de agressão é afastada do cargo
Segundo o hospital DF Star, o afastamento se deu por recomendação do médico da funcionária
A técnica em enfermagem que acusou o senador Magno Malta (PL-ES) de agressão durante a realização de um exame foi afastada de suas funções.
O ato foi confirmado pelo DF Star, hospital privado na Asa Sul, em Brasília. Em nota, a unidade disse que o afastamento se deu ‘por recomendação’ do médico particular da funcionária.
Magno Malta está internado na unidade desde a quinta-feira 30 após apresentar um mal súbito e desmaiar quando estava a caminho do Senado.
Em boletim de ocorrência registrado junto à polícia, a funcionária acusa o parlamentar de desferir um tapa em seu rosto. Ela também disse ter sido xingada pelo senador.
A agressão teria acontecido durante o preparo do senador para a realização de um exame que envolvia a aplicação de contraste na veia. Durante a aplicação, Magno Malta teria sofrido um aumento de pressão, o que levou à interrupção do procedimento. A técnica em enfermagem disse que, ao entrar na sala, verificou que a substância teria extravasado no braço do paciente, e explicou a ele que seria necessário fazer uma compressão local, momento em que teria sido agredida.
O caso foi registrado na delegacia da Asa Sul de Brasília, unidade responsável pela área. Os fatos mencionados também foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal em razão da prerrogativa de foro do senador.
Malta negou as acusações em um vídeo feito no hospital e publicado nas redes sociais. O parlamentar associou o caso a uma suposta retaliação política após as derrotas acumuladas pelo governo Lula (PT) com a indicação de Jorge Messias ao STF, e a derrubada de veto ao PL da Dosimetria pelo Congresso. “Uma guerra espiritual”, resumiu. Na publicação, o senador chegou a afirmar que renunciaria ao mandato se imagens comprovassem a suposta agressão.
Magno Malta também informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que registrou uma ocorrência policial na Polícia Civil do Distrito Federal. A defesa do senador também emitiu uma nota na qual registra que o paciente foi submetido a um processo tecnicamente incorreto, e que ele teria reagido ao sofrimento físico e não contra a funcionária.
“No curso dos procedimentos diagnósticos em andamento, a responsável pelo exame de angiotomografia administrou o contraste de forma tecnicamente incorreta, gerando extravasamento do líquido no braço direito do senador, com formação de trombose e expressivo hematoma, intercorrência de elevada gravidade clínica, com potencial de comprometimento circulatório e risco à integridade física do paciente”, registrou. “Sob forte medicação, com a cognição afetada pelo quadro clínico instalado e sentindo dores intensas, reagiu ao sofrimento físico e não à pessoa da técnica, acionando imediatamente o médico responsável pelo acompanhamento”, completou.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
A avaliação do ministro da Fazenda sobre possível recuo na ‘taxa das blusinhas’
Por CartaCapital
Lula x Flávio Bolsonaro: como católicos e evangélicos votariam em um 2º turno
Por CartaCapital
A aprovação de Lula a 5 meses da eleição, segundo nova pesquisa
Por CartaCapital



