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Morre Teresa Regina de Ávila e Silva, mãe do ativista Thiago Ávila
A causa da morte de Teresa Regina de Ávila e Silva está relacionada à Esclerose Lateral Amiotrófica
Morreu nesta terça-feira, aos 63 anos, Teresa Regina de Ávila e Silva, mãe do ativista Thiago Ávila. A morte foi confirmada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal, órgão que tem como vice-presidente a agente de polícia Luana de Ávila, também filha de Teresa. Ainda não foram divulgadas informações sobre o sepultamento e o velório.
Em postagem nas redes sociais, o Sindpol-DF disse que Teresa será “lembrada como uma mulher de alegria e de força admiráveis, cuja trajetória foi marcada pela capacidade de enfrentar a vida com leveza, dignidade e amor”.
A causa da morte de Teresa está relacionada à Esclerose Lateral Amiotrófica, doença que ela combateu por anos. O quadro é responsável por afetar as células nervosas no cérebro e na medula espinhal, causando a perda progressiva do controle muscular.
“Aprendi tanto com você… sobre força, sobre paciência, sobre o valor das pequenas coisas e, principalmente, sobre amor. Um amor simples, verdadeiro e presente. Hoje, fica a saudade… mas também fica tudo aquilo que vivemos. Cada momento, cada conversa, cada gesto. Você não foi só parte da minha trajetória — você se tornou parte de quem eu sou”, escreveu Luana.
Thiago foi preso pelo Exército de Israel enquanto integrava a delegação da Global Sumud Flotilla, grupo que tenta levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, e está detido em uma cela solitária sem janelas. Na manhã desta terça, a esposa do ativista relatou a CartaCapital que a detenção dele havia sido prorrogada por mais cinco dias.
“Não foram formalizadas queixas e ele continua preso para interrogatórios por acusações apresentadas apenas como suspeitas, sem provas ou evidências. O juiz considerou ‘informações sigilosas’ para determinar que ele deve continuar passando por interrogatórios e nem ele nem sua advogada tiveram acesso ao que são essas informações. Claramente uma violação de direito de defesa”, declarou.
O espanhol-palestino Saif Abu Keshek também foi preso pelo Exército de Israel. Ambos são acusados pelo país de terem vínculos com uma organização sancionada pelos Estados Unidos, a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior.
Por meio das redes sociais, o presidente Lula (PT) afirmou na tarde desta terça que a manutenção da prisão de Ávila é uma ação “injustificável” e pediu a imediata libertação dele. O petista também disse considerar que a decisão deveria ser “condenada por todos” e que a interceptação da flotilha em águas internacionais “já havia representado uma séria afronta ao direito internacional”.
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