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Manutenção da prisão de Thiago Ávila por Israel é ‘injustificável’, diz Lula
O ativista, relatam familiares, está detido em uma cela solitária sem janelas e iniciou uma greve de fome após a captura
O presidente Lula (PT) afirmou nesta terça-feira 5 que a manutenção da prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila pelo governo de Israel é uma ação “injustificável” e pediu a imediata libertação dele. Ávila foi detido enquanto integrava a delegação da Global Sumud Flotilla, grupo que tenta levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
Nas redes sociais, o petista disse considerar que a decisão deveria ser “condenada por todos” e que a interceptação da flotilha em águas internacionais “já havia representado uma séria afronta ao direito internacional”. “Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, completou.
Ávila está detido em uma cela solitária sem janelas e iniciou uma greve de fome após a captura, de acordo com relatos de familiares. Na manhã desta terça, a esposa do ativista relatou a CartaCapital que a prisão dele havia sido prorrogada por mais cinco dias.
“Não foram formalizadas queixas e ele continua preso para interrogatórios por acusações apresentadas apenas como suspeitas, sem provas ou evidências. O juiz considerou ‘informações sigilosas’ para determinar que ele deve continuar passando por interrogatórios e nem ele nem sua advogada tiveram acesso ao que são essas informações. Claramente uma violação de direito de defesa”, declarou a psicóloga Lara Silva.
O espanhol-palestino Saif Abu Keshek também foi preso pelo Exército de Israel. Ambos são acusados pelo país de terem vínculos com uma organização sancionada pelos Estados Unidos, a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior.
Em nota, os governos do Brasil e da Espanha já haviam condenado o “sequestro” de seus cidadãos. “Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao Direito Internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições”, diz o comunicado, que exige o “retorno imediato” de Ávila e Abu Keshek aos seus respectivos países.
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