O uso da IA para fins militares provocou recentemente um debate acalorado entre o Departamento de Defesa americano e um de seus fornecedores, a Anthropic.
O Google está entre as sete empresas de IA com as quais o Pentágono anunciou acordos sobre operações confidenciais, inclusive no campo de batalha.
“Os funcionários do Google estão preocupados com o uso que será dado a esta tecnologia, dado que este acordo poderia, segundo algumas informações, abrir caminho para armas autônomas e uma vigilância em massa dos americanos”, afirma a CWU, uma das duas organizações sindicais cujo reconhecimento é solicitado pelos funcionários da DeepMind. A outra é a Unite the Union.
Os trabalhadores querem que a DeepMind seja “o primeiro laboratório de IA de ponta do mundo” com representação sindical reconhecida, acrescenta o texto.
Eles querem se opor “ao uso de suas tecnologias por Israel e pelo Exército americano”, afirma a CWU.
Também reivindicam que não sejam desenvolvidas “armas ou ferramentas de vigilância baseadas em IA, a criação de um órgão independente de supervisão ética, assim como o direito individual de se negar a contribuir para projetos por razões morais”.
Em uma carta, eles dão à direção um prazo de 10 dias para reconhecer os sindicatos. Se não receberem resposta, preveem iniciar “um procedimento jurídico formal”.
A AFP entrou em contato com a DeepMind, mas não recebeu resposta.
Em 2018, uma mobilização interna obrigou o Google a desistir de participar do projeto Maven do Pentágono, que se baseia na IA para analisar imagens de drones.


