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Peru extradita à Argentina o principal suspeito de triplo feminicídio

Os corpos das três vítimas foram encontrados em setembro de 2025, enterrados no quintal de uma casa na periferia de Buenos Aires

Peru extradita à Argentina o principal suspeito de triplo feminicídio
Peru extradita à Argentina o principal suspeito de triplo feminicídio
Imagem: Municipio de La Matanza
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O Peru extraditou à Argentina, nesta segunda-feira 4, o peruano Tony Valverde, apontado como suposto mandante de um brutal triplo feminicídio ocorrido nos arredores de Buenos Aires em setembro passado, informou a polícia.

Valverde, apelidado de “Pequeño J”, é procurado pela Justiça argentina em um caso que as autoridades vinculam ao narcotráfico e que provocou forte comoção no país.

O suspeito de 20 anos foi entregue à Interpol Argentina no aeroporto de Lima para ser transferido a Buenos Aires, após permanecer detido desde outubro em uma prisão de Lima.

“A extradição de Pequeño J já foi realizada. Ele já está nas mãos da Interpol Argentina”, disse à AFP o coronel Hans Ruiz, chefe da Interpol em Lima, que liderou a operação.

Segundo o Ministério Público peruano, ele será “julgado pelo crime de homicídio qualificado”.

Valverde é apontado como mandante dos assassinatos de Morena Verdi e Brenda del Castillo, primas de 20 anos, e Lara Gutiérrez, de 15.

Os corpos das três vítimas foram encontrados em 24 de setembro, cinco dias depois de seu desaparecimento, enterrados no quintal de uma casa na periferia sul de Buenos Aires.

Segundo a investigação, as vítimas foram torturadas e assassinadas durante uma transmissão ao vivo em redes sociais diante de um grupo fechado de usuários, no que as autoridades argentinas consideram uma punição por um suposto roubo de drogas.

O caso abalou a Argentina, onde milhares de pessoas se manifestaram para exigir justiça.

Valverde também é suspeito de liderar uma quadrilha de narcotráfico no sul de Buenos Aires.

Ele foi preso em 30 de setembro no distrito de Pucusana, no sul de Lima. Naquele mesmo dia, um suposto cúmplice argentino, Matías Ozorio, de 28 anos, foi preso ao norte da capital peruana e posteriormente deportado.

Outras sete pessoas foram presas na Argentina.

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