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‘Não é jardim de infância’: a discussão entre Otto e Cleitinho durante a sabatina de Messias

O indicado do presidente Lula (PT) recebeu aval da CCJ com um placar de 16 votos favoráveis e 11 contrários

‘Não é jardim de infância’: a discussão entre Otto e Cleitinho durante a sabatina de Messias
‘Não é jardim de infância’: a discussão entre Otto e Cleitinho durante a sabatina de Messias
Os senadores Cleitinho (Republicanos-MG) e Otto Alencar (PSD-BA). Fotos: Jefferson Rudy e Carlos Moura/Agência Senado
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Os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) protagonizaram, na votação na Comissão de Constituição de Justiça sobre a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, um desentendimento durante a reta final da votação.

Ao comentar sobre notícias de que o governo teria empenhado 12 bilhões de reais em emendas parlamentares para garantir a aprovação de Messias, Cleitinho pediu que os senadores que não receberam as verbas levantassem a mão.

“Primeiro quero pedir para que os senadores levantem a mão porque a imprensa, de ontem para hoje, colocou o Senado ‘na vala’, dizendo que alguns senadores aqui receberam 12 bilhões de reais em emendas para votar nele [Messias], eu não recebi”, disse.

Em seguida, o presidente do colegiado reagiu: “Vossa excelência tem que se insubordinar contra a imprensa, não aqui. Não precisa senador levantar a mão. Isso aqui não é jardim de infância para senador ficar levantando a mão, pera aí”, reclamou.

Cleitinho seguiu com seu discurso, afirmando que gostaria de deixar claro que não recebeu nenhuma emenda e que nunca iria “trocar um voto por um favor”. “Ninguém aqui, nenhum dos senadores aqui”, respondeu Otto.

Messias recebeu aval da CCJ com um placar de 16 votos favoráveis e 11 contrários. Antes, Messias passou por uma sabatina de oito horas no colegiado. Com a aprovação na CCJ, a escolha do presidente Lula (PT) segue para votação no plenário do Senado, etapa definitiva do processo.

A tramitação ocorreu após meses de indefinição no Senado, marcados por resistências e negociações para viabilizar a análise da indicação. A decisão final caberá ao plenário, onde são necessários ao menos 41 votos favoráveis.

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