Política
Roberto Jefferson volta a dizer a Moraes que não tem condições de pagar multa
Como alternativa à anulação da multa, os advogados pedem que o pagamento seja feito por parcelas de, no máximo, um salário mínimo
A defesa de Roberto Jefferson voltou a afirmar, em ofício enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes nesta quarta-feira 29, que o ex-presidente da Câmara dos Deputados não tem condições de pagar a multa fixada pela Corte ao condená-lo a nove anos de prisão, no fim de 2024.
Segundo os advogados, o valor da multa – 972,6 mil reais – seria “confiscatório” e comprometeria o patrimônio do ex-deputado. Se não for possível anular a multa, a defesa de Roberto Jefferson pede uma redução no valor e o pagamento por parcelas de, no máximo, um salário mínimo.
No último dia 17, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ser contrário ao pedido para livrar o ex-deputado da multa. O PGR afirmou que os documentos anexados não demonstram satisfatoriamente a real situação econômica de Jefferson e a extensão de seu patrimônio.
“O caso, portanto, é de parcelamento da pena de multa, em prestações mensais, iguais e sucessivas, observada a proporcionalidade.” Assim, completou o PGR, o Supremo deve autorizar a progressão ao semiaberto condicionada ao pagamento regular do parcelamento da multa.
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