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Quem foi Luciana Novaes, vereadora do Rio que teve morte cerebral confirmada
Vítima de uma bala perdida em 2003, a parlamentar se destacou com proposições pela inclusão
Morreu, na segunda-feira 27, aos 42 anos, a ex-vereadora do Rio de Janeiro, Luciana Novaes (PT). Em nota de pesar, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro confirmou a ativação do protocolo de morte cerebral da parlamentar.
“Em virtude do acionamento do protocolo de morte cerebral da vereadora Luciana Novaes (PT), o presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado (PSD), manifesta profundo pesar pelo falecimento da parlamentar, uma mulher que transformou a própria dor em propósito e fez da sua trajetória um exemplo permanente de luta, coragem e amor ao próximo”, destacou, em nota.
Ainda no comunicado, a Câmara a mencionou como símbolo de perseverança e superação. Em 2003, Luciana foi atingida por uma bala perdida no campus da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio. Médicos chegaram a estimar as chances de sobrevivência em apenas 1%. O episódio a deixou tetraplégica, fazendo-a enfrentar uma longa trajetória de reabilitação e adaptação.
Mesmo assim, manteve ativas suas atuações acadêmica e políticas, dando ênfase às pautas de inclusão. A Câmara destacou que a parlamentar deixou um legado consistente de quase 200 leis voltadas para a inclusão, a defesa das pessoas com deficiência, dos idosos e da população em situação de vulnerabilidade.
“Neste momento de dor, a Câmara Municipal se solidariza com familiares, amigos e toda a equipe de seu mandato. O Rio de Janeiro perde uma grande mulher, mas seu legado permanece vivo, na memória da cidade e no coração de todos que foram tocados por sua trajetória”, diz o comunicado publicado pelo legislativo municipal.
A petista foi eleita vereadora pela primeira vez em 2016. Em 2020 e 2024, foi a primeira suplente do partido e, nos dois mandatos, ocupou vagas na Câmara durante licenças de colegas de legenda.
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