Política
Com críticas a Trump e foco em reeleição de Lula, PT aprova manifesto
O documento orienta a estratégia do PT para 2026 e 2027
O PT aprovou, no seu Congresso Nacional finalizado neste domingo 26 em Brasília, o manifesto da legenda para 2026. Entre os itens no documento, está o foco na reeleição do presidente Lula e, citando os Estados Unidos e o avanço da extrema-direita no mundo, classifica a eleição deste ano como “decisiva não apenas para o Brasil, mas para o campo democrático internacional”.
“O papel do Brasil impacta diretamente a correlação de forças na América Latina e no mundo. O País reúne condições estratégicas singulares: dimensão territorial, população, recursos naturais e capacidade produtiva. Seu papel é decisivo no desenvolvimento global”, diz o texto.
O documento que orienta a estratégia do PT para 2026-2027 foi aprovado sem a presença do presidente Lula, que passou o fim de semana em São Paulo após passar por dois procedimentos médicos. O texto critica a “hegemonia do rentismo” e faz um aceno ao centro.
“Este movimento deve reunir o setor produtivo e o empresariado comprometidos com a nação, a classe trabalhadora, o sindicalismo e os movimentos populares em uma coalizão que transcenda a defesa institucional da democracia. É imperativo que essa articulação se converta em uma potente força de incidência política e social, a ponto de quebrar a hegemonia do rentismo”, disse.
O manifesto aponta ainda que o partido deve inovar na organização da nova classe trabalhadora, combinando o fortalecimento do movimento sindical com novas formas de organização social, incluindo a economia solidária.
“É urgente que, no próximo período, o PT institua a permanente transição geracional, limitando o número de mandatos nas suas instâncias — no máximo dois no mesmo cargo e três no total de participação na mesma instância —, e garantindo no mínimo 50% de mulheres nos espaços de deliberação”, completou.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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