Política

Janja critica conselheiro de Trump que chamou brasileiras de ‘raça maldita’

A primeira-dama disse ser ‘impossível não se indignar’ com as declarações de Paolo Zampolli

Janja critica conselheiro de Trump que chamou brasileiras de ‘raça maldita’
Janja critica conselheiro de Trump que chamou brasileiras de ‘raça maldita’
A primeira-dama Janja Lula da Silva. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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A primeira-dama Janja da Silva criticou, nesta sexta-feira 24, as declarações do enviado especial para parcerias globais de Donald Trump, Paolo Zampolli. Mais cedo, o norte-americano afirmou que “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão” e que são uma “raça maldita”.

Janja disse ser “impossível não se indignar” com as declarações de Zampolli e lembrou que o aliado do presidente norte-americano é acusado pela sua ex-esposa, a modelo brasileira Amanda Ungaro, de violência doméstica e abuso sexual e psicológico.

“Dizer que somos uma ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’, não nos diminui. Pois sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente”, declarou em suas redes sociais.

Na indignação, nos fortalecemos. Nos unimos para combater o machismo, a misoginia, o feminicídio e toda forma de violência contra nós. Não somos programadas para nada. Somos pessoas com voz, com sonhos e lutamos diariamente para viver com dignidade e liberdade para ser quem quisermos”, completou a primeira-dama.

Além de Janja, o Ministério das Mulheres também se manifestou e repudiou as afirmações do assessor. “A misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa. Nesse sentido, o Ministério ressalta que o ódio contra meninas e mulheres não pode ser relativizado sob o argumento da liberdade de expressão”, disse.

“O Governo do Brasil reafirma seu compromisso com a promoção dos direitos das mulheres e com o enfrentamento de todas as formas de violência de gênero e raça, incluindo a misoginia, reconhecida como fator de risco para a escalada de agressões que podem culminar em feminicídio”, afirmou a nota.

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