Política
Janja critica conselheiro de Trump que chamou brasileiras de ‘raça maldita’
A primeira-dama disse ser ‘impossível não se indignar’ com as declarações de Paolo Zampolli
A primeira-dama Janja da Silva criticou, nesta sexta-feira 24, as declarações do enviado especial para parcerias globais de Donald Trump, Paolo Zampolli. Mais cedo, o norte-americano afirmou que “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão” e que são uma “raça maldita”.
Janja disse ser “impossível não se indignar” com as declarações de Zampolli e lembrou que o aliado do presidente norte-americano é acusado pela sua ex-esposa, a modelo brasileira Amanda Ungaro, de violência doméstica e abuso sexual e psicológico.
“Dizer que somos uma ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’, não nos diminui. Pois sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente”, declarou em suas redes sociais.
“Na indignação, nos fortalecemos. Nos unimos para combater o machismo, a misoginia, o feminicídio e toda forma de violência contra nós. Não somos programadas para nada. Somos pessoas com voz, com sonhos e lutamos diariamente para viver com dignidade e liberdade para ser quem quisermos”, completou a primeira-dama.
Além de Janja, o Ministério das Mulheres também se manifestou e repudiou as afirmações do assessor. “A misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa. Nesse sentido, o Ministério ressalta que o ódio contra meninas e mulheres não pode ser relativizado sob o argumento da liberdade de expressão”, disse.
“O Governo do Brasil reafirma seu compromisso com a promoção dos direitos das mulheres e com o enfrentamento de todas as formas de violência de gênero e raça, incluindo a misoginia, reconhecida como fator de risco para a escalada de agressões que podem culminar em feminicídio”, afirmou a nota.
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