Política
Tereza Cristina mantém porta aberta para vice, mas prioriza presidência do Senado
A senadora é alvo de articulações na pré-campanha de Flávio Bolsonaro, mas indica que o projeto principal está no comando da Casa em 2027
A dúvida que circula nos bastidores da direita sobre o que deseja Tereza Cristina tem uma resposta menos categórica do que parece à primeira vista. Embora seja cotada para vice em uma chapa presidencial, a senadora pelo PP de Mato Grosso do Sul sinaliza que sua prioridade está no Senado, sem fechar completamente outras possibilidades.
Em declarações recentes, ela afirmou que nunca recebeu um convite formal para integrar uma chapa como vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e trata o tema como parte das articulações iniciais da pré-campanha. Ao mesmo tempo, evita descartar o cenário, ressaltando que uma decisão depende de negociações partidárias e alianças mais amplas.
Apesar da cautela, Tereza Cristina explicita que o seu principal projeto é disputar a presidência do Senado e, se eleita, tornar-se a primeira mulher a comandar a Casa. Parte da “plataforma” da pré-candidata é apoiar e liberar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. A eleição para o posto ocorre internamente entre os senadores e exige maioria absoluta, o que impõe a necessidade de articulação ampla entre diferentes grupos. Isso, a depender da composição da Casa no ano que vem.
A manifestação da senadora ocorre em meio a uma disputa interna na direita sobre a composição de chapas para 2026. Seu nome agrada a setores do Centrão e a parte do empresariado, que a veem como uma alternativa capaz de ampliar o alcance eleitoral, sobretudo entre “eleitores moderados” e ligados ao agronegócio. Por outro lado, há resistências no núcleo mais ideológico do grupo, que prefere um nome mais alinhado diretamente ao bolsonarismo.
A escolha do vice tem sido tratada como peça estratégica, envolvendo variáveis como alianças regionais, tempo de TV e apoio político. A própria senadora reconhece que a definição deve ocorrer apenas no período das convenções, quando os partidos formalizam candidaturas.
Enquanto o cenário nacional segue indefinido, Tereza Cristina age para fortalecer sua posição no Senado, apostando na construção de apoios entre colegas como caminho para viabilizar seu objetivo principal – sem, contudo, sair completamente do radar da disputa presidencial.
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