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Cármen Lúcia rejeita habeas corpus para manter Bolsonaro em prisão domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes concedeu domiciliar humanitária ao ex-presidente por um período inicial de 90 dias

Cármen Lúcia rejeita habeas corpus para manter Bolsonaro em prisão domiciliar
Cármen Lúcia rejeita habeas corpus para manter Bolsonaro em prisão domiciliar
Chegada de Jair Bolsonaro à prisão domiciliar. Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles/AFP
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A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia negou, nesta quarta-feira 22, um habeas corpus protocolado em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre em casa — por um período determinado — a pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de Estado.

Em 24 de março, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro por 90 dias, a fim de que ele se recupere de problemas de saúde. Ao fim desse prazo, explicou o relator, haverá uma nova avaliação para decidir se o ex-capitão deve voltar Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

A advogada autora do habeas corpus, que não integra a defesa de Bolsonaro, solicitava a garantia de prisão domiciliar mesmo após os 90 dias. Os advogados do ex-presidente afirmaram ao STF, porém, não ter autorizado a apresentação do HC.

“A defesa técnica constituída pelo paciente e a atuar segundo a sua orientação e determinação aprovada não pode ser substituída por terceiros, esvaziando-se a procuração outorgada aos advogados escolhidos pelo interessado”, concluiu Cármen.

A ministra afirmou também não caber HC contra atos de um ministro — no caso, Moraes.

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