Mundo
UE dá sinal verde para empréstimo de € 90 bilhões para a Ucrânia
O empréstimo deve financiar, no período de 2026-2027, o custo da guerra com a Rússia
A União Europeia aprovou, nesta quarta-feira 22, o empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de 523,4 bilhões de reais) para a Ucrânia, que continuava bloqueado pela Hungria, um processo que deverá ser ratificado nas próximas horas.
É “o sinal adequado nas circunstâncias atuais”, reagiu o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, que espera o empréstimo para financiar, no período de 2026-2027, o custo da guerra com a Rússia.
Chipre, que exerce a presidência semestral do Conselho da UE, anunciou que iniciou o processo para alcançar, em 24 horas, um acordo final dos 27 Estados-membros, incluindo a Hungria.
Sem esperar a confirmação de quinta-feira 23, vários responsáveis europeus celebram “uma decisão esperada há muito tempo”, nas palavras do presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda.
O primeiro-ministro nacionalista húngaro em fim de mandato, Viktor Orbán, havia bloqueado o empréstimo como forma de pressão para que a Ucrânia retomasse o fornecimento através do oleoduto Druzhba, que atravessa o seu território e que foi danificado em janeiro pelos ataques russos.
Embora a Ucrânia tenha anunciado nesta quarta-feira a entrada em operação do oleoduto, o petróleo ainda não chegou para Hungria e Eslováquia, os dois países da UE que têm uma isenção para continuar se abastecendo de petróleo russo.
Chipre marcou a aprovação definitiva para a tarde de quinta-feira, a fim de garantir que a questão do oleoduto não impeça o acordo final.
“A Ucrânia cumpre suas obrigações nas relações com a União Europeia, inclusive em questões tão sensíveis como o funcionamento do oleoduto Druzhba”, assegurou Zelensky nesta quarta-feira.
A UE tem previsto desembolsar 45 bilhões de euros (aproximadamente 261,7 bilhões de reais) em 2026 e o mesmo montante em 2027.
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