Política

Marina supera insatisfação interna e garante apoio da Rede ao Senado por São Paulo

O diretório estadual adotou um tom distinto da direção nacional e reforçou as alianças no campo progressista

Marina supera insatisfação interna e garante apoio da Rede ao Senado por São Paulo
Marina supera insatisfação interna e garante apoio da Rede ao Senado por São Paulo
A ex-ministra Marina Silva. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Eleições 2026

A executiva da Rede Sustentabilidade em São Paulo declarou apoio à pré-candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva ao Senado e à pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. A manifestação foi divulgada na terça-feira 21, em meio a um cenário de conflito interno na sigla.

No texto, o diretório estadual elogia a trajetória de Marina e a apresenta como um nome central para o momento político.

A nota também vincula o apoio a Haddad a um projeto mais amplo de reconstrução de políticas públicas. “A pré-candidatura de Fernando Haddad se apresenta como parte de um campo político comprometido com a reconstrução da capacidade pública do estado, com responsabilidade econômica e com a promoção da justiça social.”

A seção paulista do partido também criticou a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e defendeu a necessidade de retomar políticas sociais e preparar o estado para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

Rede x Marina

A manifestação da Rede em São Paulo contrasta com o tom adotado recentemente pela direção nacional. No início do mês, o comando reagiu com críticas à decisão de Marina de permanecer na legenda, e afirmou ter recebido o anúncio com “indignação e perplexidade”.

Na ocasião, a direção nacional negou qualquer tentativa de afastamento da ex-ministra, acusou seu grupo de evitar diálogo interno e criticou a judicialização de disputas partidárias. Também sustentou que divergências não configuram autoritarismo e defendeu o funcionamento das instâncias internas.

Apesar das críticas, a própria nota nacional reconheceu convergência em pontos centrais da estratégia eleitoral, como o apoio ao presidente Lula (PT) e a Haddad.

A crise na Rede se arrasta desde a eleição para o comando nacional do partido em 2025, quando o grupo apoiado por Marina foi derrotado pela ala ligada à deputada Heloísa Helena. Desde então, divergências políticas e disputas judiciais entre correntes internas aprofundaram o racha.

Mesmo nesse contexto, Marina decidiu permanecer na Rede e se colocou à disposição para disputar o Senado por São Paulo. A movimentação ocorre em um cenário de articulação no campo progressista, que inclui a formação de chapas com partidos como PT, PSOL e PSB.

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