Esporte

Supremo Tribunal da Espanha inocenta Neymar em acusação de irregularidades em contratação

A empresa DIS, que era detentora dos direitos federativos do jogador na época da transferência para o Barcelona, acionou o judiciário do país acusando o jogador e o Barcelona de corrupção em transação de 2013

Supremo Tribunal da Espanha inocenta Neymar em acusação de irregularidades em contratação
Supremo Tribunal da Espanha inocenta Neymar em acusação de irregularidades em contratação
Neymar comparece a audiência em 2022, durante o processo movido pela DIS contra ele e o Barcelona – foto: Josep Lago/AFP
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O Supremo Tribunal da Espanha confirmou a absolvição do atacante brasileiro Neymar e dos demais réus em processo por supostas irregularidades em sua contratação pelo Barcelona em 2013, assim como já havia decidido a primeira instância judicial há quase quatro anos.

Em um comunicado emitido nesta quarta-feira 22, o principal tribunal espanhol considerou “que os fatos provados refletiram a inconsistência da acusação” feita pela empresa brasileira DIS, detentora de 40% dos direitos federativos de Neymar quando ele ainda era uma jovem promessa do Santos.

“Não houve crime de corrupção em negócios nem fraude imprópria. Nem por parte do jogador, nem de seus representantes, nem do FC Barcelona. Tudo se deve a uma decisão esportiva do clube, que quis assegurar sua contratação e depois decidiu antecipá-la”, acrescenta a nota.

A sentença do Supremo Tribunal, com data de 16 de abril, confirma assim a decisão da Audiência de Barcelona, que já havia absolvido o jogador, seus pais, os ex-presidentes do Barcelona Sandro Rosell e Josep María Bartomeu e um ex-dirigente do clube paulista em dezembro de 2022.

O início da saga judicial remonta a 2015, quando a DIS recorreu à Justiça espanhola acusando o clube catalão, o jogador e o seu círculo de enganá-la para ocultar o valor real da polêmica transferência.

A DIS, que recebeu 6,8 milhões de euros na operação, declarou, além disso, não ter sido informada de um suposto contrato de exclusividade assinado em 2011 com o Barcelona, e que teria adulterado a livre concorrência para garantir a contratação do atacante.

Contudo, nem o Ministério Público – que acabou retirando suas acusações na reta final do julgamento – nem depois os magistrados consideraram os fatos como crimes.

Após o midiático julgamento realizado em 2022 em Barcelona – ao qual Neymar compareceu para depor enquanto era jogador do Paris Saint-Germain –, a Audiência de Barcelona absolveu os acusados, mas a DIS decidiu recorrer.

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