Política

‘Senhores da guerra’: As críticas de Lula à ONU em meio aos conflitos no Oriente Médio

O presidente brasileiro voltou a subir o tom contra Donald Trump durante reunião em defesa da democracia em Barcelona, na Espanha

‘Senhores da guerra’: As críticas de Lula à ONU em meio aos conflitos no Oriente Médio
‘Senhores da guerra’: As críticas de Lula à ONU em meio aos conflitos no Oriente Médio
O presidente Lula durante 4.ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia. Feira de Barcelona, Espanha. Créditos: Ricardo Stuckert / PR
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O presidente Lula (PT) voltou a criticar o presidente do Estados Unidos, Donald Trump, pela guerra no Oriente Médio, e cobrou medidas mais efetivas por parte da ONU, para manter a paz mundial.

“Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras aos outros países”, disse Lula, na manhã deste sábado 18, ao participar da 4.ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona, na Espanha.

“Nós não podemos levantar todo dia e manhã e ir dormir todo dia a noite com twitter de um presidente ameaçando o mundo, fazendo guerra”, completou.

O presidente criticou uma apatia por parte do Conselho de Segurança da ONU, que tem cinco membros permanentes – China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. Para o presidente, o grupo, pouco representativo, tem atuado no sentido oposto à segurança internacional.

“Os 5 membros do Conselho de Segurança, os membros permanentes, que quando se criou o Conselho de Segurança era para garantir a paz no mundo após a 2ª Guerra Mundial, viraram os senhores da guerra”, apontou, ao defender a manutenção do multilateralismo como essencial para a democracia.

“Precisamos de uma convocação geral para discutir o que está acontecendo no mundo com a destruição do multilateralismo”, disse o presidente brasileiro, que discursou ao lado de nomes como do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, da presidente do México, Claudia Sheinbaum, do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, do ex-presidente do Chile Gabriel Boric e do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

“Essa é uma democracia que nós chefes de estado precisamos discutir. Exigir que o secretário geral da ONU convoque reuniões extraordinárias mesmo sem pedir para os membros do conselho de segurança. A ONU não pode ficar silenciosa ao ver o que está acontecendo no mundo”.

O petista citou exemplos práticos da escalada militar na qualidade de vida dos cidadãos pelo mundo, dando como exemplo os impactos sentidos pela economia brasileira.

“O Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, aumenta o milho no México, aumenta a gasolina no outro país. Ou seja, é o pobre que vai pagar a irresponsabilidade de guerras que ninguém quer”. Lula também citou preocupação com Cuba, que enfrenta um bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, e voltou a defender a soberania dos países.

“Estou preocupado com Cuba, muito preocupado. Cuba tem problema, mas é um problema dos cubanos, não é problema do Lula, da Claudia (Sheinbaum, presidente do México) ou do Trump. É um problema do povo cubano. Pare com esse maldito bloqueio a Cuba e deixe os cubanos viverem a vida deles. Não é possível que nós fiquemos quietos diante disso”.

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