Economia

Petróleo desaba após o anúncio de reabertura do Estreito de Ormuz

Também nesta sexta, Donald Trump disse que um acordo com o Irã está ‘muito próximo’

Petróleo desaba após o anúncio de reabertura do Estreito de Ormuz
Petróleo desaba após o anúncio de reabertura do Estreito de Ormuz
Consumidor abastece veículo na França. Conflito no Irã pode impactar nos preços dos combustíveis pelo mundo – foto: Sameer Al-Doumy/AFP
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Os preços do petróleo fecharam em forte queda nesta sexta-feira 17 após o anúncio do Irã de reabertura do Estreito de Ormuz, essencial para o comércio mundial de hidrocarbonetos.

“A passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada completamente aberta durante o restante do cessar-fogo”, escreveu no X o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à AFP que um acordo com Teerã estava “muito próximo”, e afirmou que já não restavam “pontos de bloqueio” entre os dois países.

“O mercado petrolífero considera este um passo na direção certa, pois estas notícias são percebidas como um alívio para a crise”, comentou à AFP Andy Lipow, do Lipow Oil Associates.

O preço do barril de Brent do Mar do Norte para entrega em junho recuou 9,07%, chegando a 90,38 dólares.

Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate para entrega em maio caiu 11,45%, e alcançou 83,85 dólares.

Se o tráfego for retomado, o imenso fluxo de petróleo procedente dos países do Golfo (cerca de 13 milhões de barris diários) poderia voltar a ser exportado.

No entanto, as empresas de navegação se mostraram prudentes nesta sexta-feira, pois precisam de ainda mais detalhes sobre as rotas que os navios poderiam seguir por causa das minas marinhas, advertiu à AFP Nils Haupt, porta-voz do gigante alemão do transporte marítimo Hapag-Lloyd.

“Não temos muita informação por enquanto”, admitiu Andy Lipow. E embora o Estreito de Ormuz tenha sido reaberto, “serão necessárias semanas, inclusive vários meses, para que a produção petroleira volte à normalidade”, devido, em particular, às muitas infraestruturas energéticas atingidas pelos bombardeios durante o conflito, avaliou.

A refinaria catari de Ras Laffan, primeiro centro de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, prevê até “três a cinco anos” de trabalhos de reabilitação.

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