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Show de Kanye West na Polônia é cancelado após críticas do governo
As performances do cantor, também conhecido como Ye, foram canceladas recentemente na França e no Reino Unido
O show do rapper americano Kanye West previsto para junho na Polônia foi cancelado, informaram, nesta sexta-feira 17, os responsáveis pelo estádio onde a apresentação aconteceria, pouco depois de o governo expressar sua oposição às declarações antissemitas do artista.
As performances do cantor, também conhecido como Ye, foram canceladas recentemente na França e no Reino Unido.
A apresentação prevista para 19 de junho no estádio de Chorzów, no sul da Polônia, “não acontecerá por razões legais e administrativas”, indicou um comunicado do gestor do estádio em sua página na internet.
Anteriormente, a ministra da Cultura, Marta Cienkowska, havia manifestado sua oposição ao show.
“As ações amplamente comentadas de Kanye West, relacionadas à sua promoção do nazismo, estão em manifesta contradição com a razão de Estado polonesa”, afirmou.
Cienkowska pediu aos organizadores “que não coloquem o espaço público à disposição de promotores de uma ideologia criminosa”, em um comunicado enviado nesta sexta-feira à AFP.
Também citada pela agência polonesa PAP, a ministra declarou: “Não consigo imaginar que, na Polônia, país onde pessoas foram assassinadas nos campos de extermínio nazis alemães, possamos organizar o show de um artista que declara abertamente amar Hitler, que promove a ideologia nazista e ganha dinheiro vendendo camisetas com a suástica”.
Segundo ela, o Estado polonês possui meios para proibir a entrada de qualquer persona non grata em seu território, e que, se necessário, “recorreremos a eles”.
O rapper americano, de 48 anos, perdeu fãs e vários contratos comerciais nos últimos anos após fazer comentários antissemitas e racistas.
Em 2023, afirmou que “adorava os nazistas”, colocou à venda em seu site uma camisa com uma suástica e lançou, em maio de 2025, uma música intitulada “Heil Hitler”, proibida nas principais plataformas de streaming.
Em janeiro deste ano, publicou um anúncio no jornal The Wall Street Journal com a mensagem: “Não sou nazista nem antissemita” e “Amo o povo judeu”, atribuindo seu comportamento a um “episódio maníaco” devido a um transtorno bipolar.
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