CartaCapital

MP vai à Justiça contra a Havan por irregularidade em estátua no Maranhão

A ação também mira o município de São Luís. O órgão pede o pagamento de 500 mil reais por danos morais coletivos

MP vai à Justiça contra a Havan por irregularidade em estátua no Maranhão
MP vai à Justiça contra a Havan por irregularidade em estátua no Maranhão
Foto: Divulgação/Havan
Apoie Siga-nos no

O Ministério Público do Maranhão protocolou uma ação contra a Havan e o município de São Luís por ausência de licenciamento específico para a instalação da réplica da Estátua da Liberdade em uma unidade da rede. O órgão pede o pagamento de uma indenização de 500 mil reais por danos morais coletivos.

Segundo o MP-MA, a conduta da Havan, ao construir e manter a estátua sem a licença de engenho publicitário, viola o dever de cumprir as normas urbanísticas. A empresa, prossegue a ação, agiu com pleno conhecimento da irregularidade, uma vez que recebeu reiteradas notificações.

O município é alvo da ação por suposta omissão culposa, porque tem o dever de proteger o patrimônio histórico-cultural local. Ao falhar na fiscalização, sustenta o MP, São Luís permitiu que uma estrutura ilegal de grande porte se consolidasse na paisagem urbana por anos.

A ação resulta de uma representação protocolada em 2021 pelo coletivo #AquiNão sob o argumento de que se trata de uma “aberração simbólica e cultural por ser estranha aos símbolos locais e nacionais”, além de descumprir a legislação urbanística e ambiental da capital do Maranhão.

“O dano moral coletivo se manifesta pela agressão a sentimentos e valores de uma comunidade, como o direito a uma paisagem urbana equilibrada e a uma identidade cultural preservada”, diz a petição do MP. “A poluição visual causada por tal estrutura não se limita ao desconforto, mas atinge o sentimento de pertencimento da coletividade e o direito de fruir de uma cidade ordenada.”

Ao longo da apuração do MP, a Havan argumentou que a estátua integra sua identidade visual, está em propriedade privada e não causa poluição visual, já que o empreendimento conta com alvará de construção válido.

Em nota, o dono da rede, Luciano Hang, afirmou que a obra seguiu todos os trâmites legais. “Isso não é sobre legalidade. É sobre perseguição”, alegou. “Se estivessem realmente preocupados com a poluição visual, estariam cuidando do Centro Histórico que está abandonado, dos muros pichados e da sujeira nas ruas. Tem certeza que a nossa Estátua da Liberdade é realmente o verdadeiro problema de São Luís?”

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo