Sociedade
PF faz operação contra lavagem de dinheiro; MC Ryan e Poze do Rodo estão entre os presos
Segundo os investigadores, o volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão
A Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira 15, uma operação para desarticular uma associação criminosa voltada à movimentação ilícita de valores mediante criptoativos no Brasil e no exterior.
A investigação apontou a atuação de um grupo em esquemas de lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, os envolvidos utilizavam um sistema para ocultação e para dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa 1,6 bilhão de reais.
Entre os presos estão os artistas MC Ryan SP e o MC Poze Do Rodo. Ryan foi detido na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista. Já Poze foi preso no Rio de Janeiro.
Em nota, a defesa de Ryan afirmou que ainda não tinha conseguido acesso ao processo. “Ressalta-se, contudo, a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras”, diz o texto.
A reportagem de CartaCapital tenta contato com a defesa de Poze. O espaço segue aberto.
Os MCs Ryan e Poze do Rodo estão entre os presos da operação. Créditos: Reprodução Redes Sociais
A PF informou o cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em endereços localizados nos seguintes estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás; e no Distrito Federal. As prisões e buscas foram autorizadas pela 5ª Vara Federal em Santos (SP).
Segundo a PF, também foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que subsidiarão o aprofundamento das investigações. Ainda de acordo com a corporação, também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e de preservar ativos para eventual ressarcimento.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas.
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