Do Micro Ao Macro

5 ajustes que podem aumentar o valor de uma empresa antes da venda

O mercado de fusões e aquisições no Brasil segue em expansão e pressiona os empresários a chegarem às negociações mais preparados. Segundo relatório da Bain & Company, o volume financeiro das operações de M&A no país cresceu 8% em 2025, somando cerca de US$ 51 […]

5 ajustes que podem aumentar o valor de uma empresa antes da venda
5 ajustes que podem aumentar o valor de uma empresa antes da venda
8 em cada 10 empreendedores planejam vender participação ou fazer M&A nos próximos 2 anos M&A
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O mercado de fusões e aquisições no Brasil segue em expansão e pressiona os empresários a chegarem às negociações mais preparados. Segundo relatório da Bain & Company, o volume financeiro das operações de M&A no país cresceu 8% em 2025, somando cerca de US$ 51 bilhões ao longo do ano, mesmo diante de um cenário macroeconômico adverso.

Por trás desse movimento, está uma mudança de postura dos empresários brasileiros, que passaram a enxergar a venda de uma empresa não como um evento pontual, mas como um processo que exige preparação antecipada em finanças, governança e operação.

Lucas Mendes, especialista em M&A e fundador da Helping Hand, afirma que o comprador de hoje não avalia apenas o resultado atual do negócio. “O que conta é o nível de organização e previsibilidade que a empresa consegue demonstrar ao longo do tempo”, diz. Com base nessa leitura do mercado, ele reuniu cinco pilares para que empresários consigam elevar o valuation antes de ir às negociações.

Finanças organizadas e caixa previsível

O primeiro ponto analisado em qualquer processo de aquisição é a saúde financeira do negócio. Demonstrações organizadas, controle de indicadores e geração consistente de caixa reduzem incertezas e aumentam a confiança do comprador sobre a sustentabilidade da empresa no médio prazo. Sem essa base, qualquer negociação começa em desvantagem.

Governança e menos risco jurídico

A adoção de práticas de governança corporativa e compliance deixou de ser diferencial para se tornar requisito nas etapas de due diligence. Empresas com controles internos bem estruturados, regras claras e baixa exposição a riscos fiscais ou jurídicos tendem a avançar com mais rapidez nas negociações e conseguir condições comerciais mais favoráveis.

Tecnologia como argumento de valor

A incorporação de tecnologia, inteligência artificial e automação contribui para ganhos de produtividade e escalabilidade. Operações orientadas por dados e menos dependentes de esforço manual são lidas pelos compradores como negócios mais preparados para crescer sem perder controle, o que impacta diretamente a percepção de valor.

Processos que funcionam sem o fundador

Negócios excessivamente centralizados no empreendedor geram insegurança para investidores. Estruturar processos, distribuir lideranças e documentar rotinas operacionais transforma a empresa em um ativo mais autônomo e replicável, características valorizadas por compradores que precisam garantir continuidade após a transição.

Receita recorrente e crescimento demonstrável

Funis de conversão, estratégias de retenção e aquisição de clientes ajudam a comprovar consistência de crescimento. Receitas recorrentes e previsíveis reduzem o risco percebido na continuidade do negócio e têm peso direto no cálculo do valuation em processos de M&A.

Para Mendes, a preparação prévia reflete uma tendência global em que empresas mais maduras não apenas aceleram as negociações, mas também atraem compradores mais qualificados. “Empresas preparadas conseguem negociar melhor, reduzir riscos percebidos e aumentar seu valor na hora da venda”, afirma.

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