Sociedade

Direto da Redação: o Brasil precisa da volta dos manicômios?

Daniel Navarro Sonin, autor do livro “O capa-Branca”, é o convidado do programa

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A comunidade psiquiátrica está agitada desde a última sexta-feira 8, quando o Ministério da Saúde, em nota, libera a compra de aparelhos de eletroconvulsoterapia para o SUS. O texto de 32 páginas também reforça a possibilidade de internação de crianças em hospitais psiquiátricos e a abstinência durante o tratamento de dependentes de drogas.

A notícia chegou como uma bomba que bota à prova a Lei da Reforma Psiquiátrica de 2001. Em nota, a OAB-SP se manifestou, alegando que o texto do governo questiona a extinção progressiva dos manicômios no Brasil.

O jornalista Daniel Navarro Sonin foi o convidado do Direto da Redação da quinta-feira 14 para discutir sobre o seu livro, “O capa-branca: de funcionário a paciente de um dos maiores hospitais psiquiátricos do Brasil“, que relata a história real de Walter Farias, que foi funcionário e paciente do Juquery, em São Paulo.

Enfermeiro ou carcereiro?

Walter ingressou no hospital na década de 1970 como um atendente de enfermagem. Daniel comenta, no entanto, que seu personagem não tinha formação na área médica ou de enfermagem, realizando uma denúncia sobre a despreocupação que havia com a saúde dos pacientes. “Ele tinha o trabalho de carcereiro”, afirma.

Daniel explica também que o livro – que tem um título que faz uma alusão aos jalecos brancos que os funcionários do hospital utilizavam – é dividido em três eixos temáticos: sobre a vida de Walter como funcionário da clínica, o momento de transição de funcionário para paciente e seus relatos como paciente.

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