Mundo

Greve na Lufthansa vai até quinta e afeta voos para o Brasil

Viagens da companhia alemã para São Paulo e Rio nesta semana foram cancelados. Situação afeta aeroportos de Frankfurt e Munique, com quase 2 mil operações suspensas

Greve na Lufthansa vai até quinta e afeta voos para o Brasil
Greve na Lufthansa vai até quinta e afeta voos para o Brasil
A Lufthansa é a principal companhia aérea da Alemanha – Foto: Michaela Stache/AFP
Apoie Siga-nos no

A greve de pilotos e comissários da Lufthansa será mantida pelo menos até a esta próxima quinta-feira 16, afetando grande parte dos voos da maior companhia aérea da Alemanha, incluindo cancelamentos de voos para São Paulo e Rio de Janeiro.

O aeroporto de Frankfurt, o principal hub do país europeu, informava, na manhã desta terça-feira 14, a suspensão do voo LH 500, da Lufthansa, para o Rio de Janeiro, que estava programado para decolar às 22h15 no horário local. Já o LH 506, às 22h05 para São Paulo, havia sido cancelado tanto na terça quanto na quarta-feira.

O site do terminal informava também a anulação de três voos do Brasil para Frankfurt na quinta-feira – o LH 50, vindo do Rio, previsto originalmente para chegar às 8h35 na Alemanha; e o LH 507, de São Paulo, com horário de chegada de 10h45 da sexta-feira 17.

Ambos os trechos já haviam sofrido mudanças e suspensões nessa segunda-feira, primeiro dia da quarta greve deste ano na aérea alemã, que também afetou as operações da Lufthansa em Munique. O aeroporto da capital bávara, contudo, não indicava alterações para destinos e partidas do Brasil a partir desta terça.

Lufthansa promete remarcação gratuita ou reembolso

Segundo a aérea, passageiros de Lufthansa (incluindo a subsidiária regional Cityline), Austrian, Swiss, Brussels Airlines ou Air Dolomiti que tiveram afetadas as reservas dos dias 13 a 16 de abril podem remarcar gratuitamente as viagens “para outro voo do Grupo Lufthansa com data anterior a 23 de abril de 2026 através do Lufthansa Help Center” ou “solicitar o reembolso do bilhete antes da data prevista da viagem, por meio do Help & Contact Center”.

“Em caso de cancelamento, a Lufthansa irá remarcá-lo gratuitamente e, em regra, automaticamente para outro voo, informando-o pelo seu número de celular”, informou a companhia no seu site.

A aérea também se disponibilizou a converter as passagens de avião em bilhetes de trem da Deutsche Bahn para os passageiros que sofreram cancelamentos e não encontrarem alternativas disponíveis.

Devido ao grande volume de pessoas afetadas, a Lufthansa também aconselha os clientes a utilizar os serviços digitais em caso de emergência devido ao alto volume de chamadas telefônicas e ao longo tempo de espera para o atendimento.

Quase 2 mil voos cancelados

Voos da Eurowings, subsidiária low-cost da Lufthansa, também foram afetados, mas a previsão é que voltariam à normalidade nessa terça. De acordo com a agência de notícias Deutsche Presse-Agentur (DPA), mais de 1,1 mil voos foram cancelados em Frankfurt e ao menos 710 em Munique entre segunda e terça-feira.

Segundo o sindicato dos pilotos VC, a paralisação impactou mais as operações da Lufthansa, com 84% cancelamentos de voos, do que a greve anterior, de março deste ano, que tinha atingido 80%. A categoria exige melhorias na pensão e na remuneração para os trabalhadores da Lufthansa.

Já os comissários de bordo anunciaram a greve para esta quarta e quinta-feira, depois de já terem interrompido os trabalhos na última sexta-feira.

A Associação Alemã de Aeroportos (ADV) criticou a paralisação. “Milhares de voos cancelados levam, em um curto espaço de tempo, a perdas de milhões de euros, com impactos diretos sobre operadores aeroportuários, prestadores de serviços e trabalhadores”, declarou a entidade.

O diretor de recursos humanos da Lufthansa, Michael Niggemann, também alertou os sindicatos contra a continuidade da medida, alegando que cada dia de greve enfraquece a companhia aérea.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo