Mundo
Países rejeitam hipopótamos de Pablo Escobar devido a mutação genética
A Colômbia anunciou um plano de abate de cerca de 80 dos animais
Diversos países se recusaram a receber hipopótamos de Pablo Escobar (1949-1993), barão colombiano da cocaína, devido a uma mutação genética. A Colômbia também lançou um plano de medidas para conter a reprodução descontrolada desses animais, entre as quais estão a esterilização e o sacrifício.
As tentativas de realocar espécimes do Rio Magdalena fracassaram em decorrência de uma mutação genética nos hipopótamos, explicou a ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez, nesta segunda-feira 13. Ela também anunciou o plano de abate de cerca de 80 hipopótamos.
Na Colômbia há cerca de 200 hipopótamos, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Eles são considerados uma espécie invasora e desestabilizam os ecossistemas nativos. Sem controle, estima-se que a população de hipopótamos possa chegar a 500 até 2030, de acordo com o ministério.
Os hipopótamos colombianos apresentam malformações devido à endogamia, como uma registrada em sua boca, acrescentou ministra.
Eles chegaram ao país por um capricho de Escobar, que, em 1980, introduziu quatro exemplares em sua fazenda no Magdalena Medio, que foi transformada em um zoológico particular repleto de espécies exóticas.
As campanhas de sacrifício e esterilização são difíceis e caras. A morte de cada animal custa cerca de 14 mil dólares (aproximadamente 70,3 mil reais), e as autoridades darão início a elas no segundo semestre deste ano.
As esterilizações chegam a custar cerca de 10 mil dólares (50.238 reais) cada uma e envolvem riscos como a morte dos veterinários ou dos animais em função de uma reação alérgica à anestesia.
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