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Multidão espanca autoproclamado líder espiritual até a morte em Bangladesh

A multidão se enfureceu com um vídeo antigo de Shamim Reza Jahangir, que voltou a circular online na sexta-feira

Multidão espanca autoproclamado líder espiritual até a morte em Bangladesh
Multidão espanca autoproclamado líder espiritual até a morte em Bangladesh
Foto: Reprodução/YouTube/Jamuna TV
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Uma multidão espancou até a morte neste sábado 11 um autoproclamado líder espiritual em Bangladesh, informaram as autoridades, no mais recente episódio de violência alimentada por tensões religiosas no país.

Bangladesh, de maioria muçulmana, vem registrando um forte aumento da intolerância religiosa e da violência coletiva desde o levante de 2024 que derrubou o governo da ex-primeira-ministra Sheikh Hasina.

Shamim Reza Jahangir, de cerca de 60 anos, morreu em decorrência dos ferimentos depois de ser atacado em casa, no distrito de Kushtia, por centenas de pessoas que o agrediram com paus, disse à AFP o chefe da administração local, Touhid bin Hasan.

A multidão se enfureceu com um vídeo antigo do homem, que voltou a circular online na sexta-feira. Ao que tudo indica, nele Jahangir afirma que os redatores do Alcorão eram analfabetos e os que o leem, piores ainda, declarou à AFP o jornalista Nazmul Islam, que estava no local.

“Pressentindo que algo poderia acontecer, a polícia foi até o local e as autoridades fizeram todo o possível. Mas uma multidão enfurecida de mais de 200 pessoas atacou sua residência”, explicou Bin Hasan.

A vítima foi levada para um hospital próximo, onde os médicos confirmaram sua morte.

Fontes policiais informaram à AFP que Jahangir foi detido brevemente em 2021 por fazer comentários que enfureceram os moradores de seu povoado.

O vídeo que voltou a circular na sexta-feira foi gravado naquela época, acrescentaram.

Segundo o porta-voz da polícia de Bangladesh, AHM Sahadat Hossain, foi aberta uma investigação sobre o caso.

Esse país do sul da Ásia, com cerca de 170 milhões de habitantes, já foi cenário de linchamentos no passado.

Pelo menos 153 pessoas perderam a vida em episódios de violência coletiva entre agosto de 2024, quando terminou o mandato de Hasina e ela fugiu para a Índia, e setembro de 2025, segundo a organização de direitos humanos Odhikar, com sede em Daca.

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