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Equipes de resgate reportam 7 mortos em Gaza em ataques israelenses
Pelo menos 749 palestinos morreram em ataques israelenses desde 10 de outubro de 2025, segundo o Ministério da Saúde de Gaza
A Defesa Civil de Gaza informou neste sábado 11 à AFP que sete pessoas morreram em decorrência de ataques israelenses no centro da Faixa de Gaza, destruída por dois anos de guerra entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas.
Por volta de 1h40 locais (19h40 de sexta-feira em Brasília), sete pessoas morreram e várias outras ficaram feridas, “quatro delas em estado crítico”, depois que um drone israelense disparou dois mísseis perto de um posto policial do campo de refugiados de Al Bureij, indicou Mahmoud Bassal, porta-voz desta organização de socorristas sob a autoridade do Hamas.
O Hospital Al Aqsa informou ter recebido os corpos de seis pessoas, “além de sete feridos, dos quais quatro em estado crítico, com impactos diretos no rosto, no peito e em outras partes do corpo”.
Segundo essa fonte, os bombardeios israelenses tinham como alvo uma “concentração de civis deslocados perto de uma mesquita”.
Outro centro próximo, o hospital Al Awda, recebeu um corpo e atendeu dois feridos.
Contatado pela AFP, o Exército israelense afirmou ter “atacado uma célula armada do Hamas, que se aproximara da linha amarela [que marca o limite do recuo das tropas israelenses na Faixa de Gaza] e planejava atacar as forças israelenses de forma iminente”.
Israel e o Hamas se acusam mutuamente de violar o cessar-fogo instaurado em 10 de outubro de 2025, após dois anos de guerra desencadeada pelo ataque dos islamistas no sul de Israel em 7 de outubro de 2023.
Pelo menos 749 palestinos morreram em ataques israelenses desde o último dia 10 de outubro, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, sob autoridade do Hamas, e cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
O Exército israelense informou a morte de cinco soldados em suas fileiras desde o início da trégua.
Devido às restrições impostas à imprensa em Gaza e às dificuldades de acesso, a AFP não pôde verificar de forma independente os boletins divulgados pelas duas partes.
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