Augusto Diniz | Música brasileira

Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.

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Site-livro desvenda o cinema na obra de Chico Buarque

O artista fez sua primeira trilha para um longa-metragem há 60 anos

Site-livro desvenda o cinema na obra de Chico Buarque
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Foto: Reprodução
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Foi para o filme O Anjo Assassino, de Dionísio Azevedo, que Chico Buarque fez sua primeira trilha sonora. O lançamento do longa-metragem ocorreu em 1966, ano em que o cantor e compositor apresentou seu primeiro álbum solo — trata-se daquele disco cuja capa virou meme, com Chico em duas imagens, sorridente e sério.  

Na década seguinte, Chico levou suas músicas a dois clássicos do cinema: Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto, com a obra-prima O Que Será, e Se Segura, Malandro (1977), de Hugo Carvana, com Feijoada Completa.

Também nos anos 1970, Chico Buarque atuou com Nara Leão, Maria Bethânia, Hugo Carvana, Antonio Pitanga e outros no filme Quando o Carnaval Chegar, de Cacá Diegues.

Já neste século, as adaptações para o cinema dos livros Benjamin e Budapeste, de Chico, são dois importantes marcos na obra do artista.

No site-livro Chico Buarque – Ele Faz Cinema, o crítico e pesquisador de cinema Carlos Alberto Mattos esmiúça as relações entre a obra de Chico e o audiovisual.

O projeto se divide em oito seções, apresentando a música de Chico no cinema (por meio de trilhas); o cinema na música de Chico (as referências da música do compositor na sétima arte); os livros de Chico no cinema (adaptações de sua obra literária); o cinema nos livros de Chico (alusões ao cinema em seus livros); o teatro de Chico no cinema (trabalhos do músico no teatro levado às telas); Chico ator de cinema; a vida de Chico no cinema (documentários e programas dos quais é protagonista); e o cinema na vida de Chico (ou como a sétima arte permeou sua vida).

O formato do site-livro, conforme relata Mattos, permite aliar textos, imagens e cenas de filmes. O autor relaciona os 60 filmes que contaram com canções de Chico, entre longas, curtas, documentários e obras de ficção. 

Foi um trabalho de folego, e vale muito assistir a trechos audiovisuais e ler as explicações de cada trabalho selecionado.

Estão lá também os principais programas e documentários sobre Chico, como Ensaio, da TV Cultura, dirigido por Fernando Faro em 1973 — no qual o cantor aparece fumando e contando histórias —, e Chico – Artista Brasileiro (2015), de Miguel Faria Jr.

Carlos Alberto Mattos é autor dos documentários Paisagens do Fim, Taiguara – Onde Andará teu Sabiá?, Jurandyr Noronha – Tesouros Quase Perdidos e Coutinho Conversa. Chico Buarque – Ele Faz Cinema é o seu quarto site-livro.

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