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Fracassa no Congresso dos EUA a tentativa de limitar poderes de Trump na guerra ao Irã

A Constituição dos Estados Unidos estipula que apenas o Congresso tem a faculdade de declarar guerra

Fracassa no Congresso dos EUA a tentativa de limitar poderes de Trump na guerra ao Irã
Fracassa no Congresso dos EUA a tentativa de limitar poderes de Trump na guerra ao Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Alex Brandon/POOL/AFP
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Os republicanos, que controlam o Congresso dos Estados Unidos, bloquearam nesta quinta-feira 9 uma resolução apresentada pela oposição democrata destinada a limitar os poderes militares do presidente Donald Trump contra o Irã.

Com essa iniciativa em grande medida simbólica, barrada na Câmara dos Representantes, os democratas buscavam manifestar sua rejeição à guerra deflagrada em 28 de fevereiro pelo presidente sem autorização nem consulta ao Congresso.

A aprovação do texto fracassou durante uma sessão muito breve, enquanto a maioria dos parlamentares está longe de Washington, em recesso.

O líder dos democratas na Câmara, Hakeem Jeffries, havia pedido aos seus colegas que expressassem seu profundo desacordo com a condução da guerra.

Uma parte do movimento trumpista MAGA (Make America Great Again), muito isolacionista, critica essa ofensiva. Mas, nessa votação, demonstraram que não iriam apoiar os democratas para restringir os poderes do presidente.

Os democratas planejam tentar aprovar novamente essa resolução na próxima semana, quando o Congresso retomar oficialmente suas sessões.

Dada a estreitíssima margem da maioria republicana na Câmara dos Representantes, caso alguns poucos republicanos se somassem às fileiras democratas, o texto poderia ser aprovado. É o que esperam os dirigentes democratas.

No Senado, o líder da minoria democrata, Chuck Schumer, deu sinais de um esforço paralelo, com uma votação prevista para os próximos dias.

A Constituição dos Estados Unidos estipula que apenas o Congresso tem a faculdade de “declarar” guerra.

Mas operações militares de curto alcance foram autorizadas pela Casa Branca em anos recentes sem uma declaração formal de guerra por parte do Congresso. Em 1999, o presidente democrata Bill Clinton impulsionou os bombardeios da Otan contra a Sérvia e, em 2011, o também democrata Barack Obama autorizou uma intervenção na Líbia.

Uma lei de 1973 permite ao presidente dos Estados Unidos iniciar uma operação militar em caso de ameaça iminente, embora ele deva receber uma autorização do Congresso se a ação se prolongar por mais de 60 dias.

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