Política
Edegar Pretto desiste da disputa ao governo gaúcho e abre caminho para aliança entre PT e PDT
O movimento atende à direção nacional do partido e pode levá-lo à vaga de vice na chapa de Juliana Brizola
A disputa pela cabeça de chapa progressista ao governo do Rio Grande do Sul tem uma definição. O ex-deputado estadual Edegar Pretto (PT) anunciou nesta quinta-feira 9 a retirada de sua pré-candidatura ao Palácio Piratini, abrindo espaço para uma aliança entre PT e PDT em torno do nome de Juliana Brizola.
A definição foi comunicada durante reunião com partidos aliados, seguida de entrevista coletiva. O encontro ocorre após dias de pressão da direção nacional petista para unificar a esquerda no estado e evitar a fragmentação eleitoral em 2026.
A desistência ocorre após um impasse entre o diretório estadual, que defendia candidatura própria, e a cúpula nacional do PT, que passou a orientar apoio à pedetista. A divergência expôs um racha interno e levantou a possibilidade de intervenção da direção nacional para impor a estratégia.
Com a nova sinalização, o partido tende a seguir a linha definida em Brasília, priorizando a construção de um palanque unificado para o presidente Lula no estado. A avaliação predominante é que Juliana Brizola apresenta melhores condições de aglutinar forças e disputar o segundo turno.
Aliança e vaga de vice
Com a saída de Pretto da cabeça de chapa, cresce a possibilidade de que o PT indique o candidato a vice-governador na composição liderada pelo PDT. O próprio Pretto é citado como um dos nomes cotados para ocupar a vaga, embora outras alternativas também estejam em discussão no partido.
A negociação entre as siglas inclui ainda a indicação de candidatos ao Senado. O PT deve ficar com as duas vagas na chapa.
A decisão de Pretto marca um movimento inédito. Será a primeira vez que o PT não lançará candidatura própria ao governo do Rio Grande do Sul desde a redemocratização.
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