Mundo
Irã descarta restringir seu programa de enriquecimento de urânio
A medida é uma das principais exigências dos EUA e de Israel para encerrar o conflito no Oriente Médio
O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã descartou, nesta quinta-feira 9, restringir o programa de enriquecimento de urânio do país, uma das principais exigências dos Estados Unidos e de Israel.
“As reivindicações e exigências de nossos inimigos, que buscam restringir o programa de enriquecimento do Irã, não passam de ilusões que serão enterradas”, declarou Mohammad Eslami em entrevista à agência Isna.
Os Estados Unidos e o Irã concordaram, na terça-feira, com uma trégua de duas semanas e o início de negociações para pôr fim a uma guerra que causou milhares de mortes e uma grave crise econômica.
A primeira reunião está marcada para esta semana no Paquistão, tendo o enriquecimento de urânio no Irã como um dos principais pontos de discórdia.
“Todas as conspirações e ações de nossos inimigos, incluindo esta guerra brutal, não levaram a nada”, afirmou Eslami.
Segundo ele, os Estados Unidos tentam em vão alcançar, “por meio de negociações”, os objetivos que não conseguiram atingir na guerra.
Washington acusa Teerã de estar perto de ser capaz de fabricar uma arma atômica, uma alegação não corroborada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
A república islâmica nega ter a intenção de desenvolver uma bomba atômica e afirma que seu programa nuclear tem apenas fins civis.
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