Economia

‘Quem vai efetivamente dizer se teve uma fraude ou não vai ser a Justiça’, diz Galípolo sobre papel do BC

Convidado a depor na CPI do Crime Organizado, o presidente reforçou que autoridade monetária atua apenas como órgão de cooperação e repasse de informações

‘Quem vai efetivamente dizer se teve uma fraude ou não vai ser a Justiça’, diz Galípolo sobre papel do BC
‘Quem vai efetivamente dizer se teve uma fraude ou não vai ser a Justiça’, diz Galípolo sobre papel do BC
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira 8, em depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado, que a instituição não tem atribuição de investigar crimes, limitando sua atuação ao compartilhamento de informações com órgãos competentes, como a Polícia Federal e o Ministério Público.

Segundo ele, o BC exerce um papel de apoio no combate a ilícitos financeiros, sem protagonismo nas apurações. “O Banco Central, para combate ao crime organizado, tem o dever de cooperar com as instituições que têm a competência legal e a competência técnica para investigar”, disse.

Galípolo enfatizou que a atuação da autoridade monetária ocorre a partir da identificação de indícios, que são então encaminhados às autoridades responsáveis. “A cada momento que você descobre se eventualmente tem algum indício que deve ser informado ao Ministério Público ou à Polícia Federal, a gente informa e subsidia essas instituições”, afirmou.

A oitiva ocorre em meio às investigações sobre o caso do Banco Master e às suspeitas levantadas por congressistas sobre possível interferência política em decisões do sistema financeiro. O requerimento que convidou Galípolo menciona a necessidade de esclarecer a atuação do Banco Central e a relação entre autoridades públicas e agentes do mercado.

Sem entrar em detalhes sobre eventuais irregularidades, Galípolo reiterou que cabe aos órgãos de investigação concluir se houve crime. “Quem vai efetivamente dizer se teve uma fraude ou não vai ser a Justiça, a partir do processo investigativo”, disse.

A CPI do Crime Organizado foi instalada para apurar a atuação de facções e milícias no País, mas passou a incluir, em sua reta final, desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master. O colegiado tem prazo para encerrar os trabalhos em 14 de abril, na semana que vem.

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