Esporte

Fifa abre processo contra a federação espanhola por cânticos islamofóbicos em jogo com o Egito

O caso provocou uma onda de indignação na Espanha, assim como a abertura de uma investigação pela polícia regional da Catalunha

Fifa abre processo contra a federação espanhola por cânticos islamofóbicos em jogo com o Egito
Fifa abre processo contra a federação espanhola por cânticos islamofóbicos em jogo com o Egito
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, em 6 de dezembro de 2025. Foto: Roberto Schmidt/AFP
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A Fifa confirmou à AFP, nesta terça-feira 7, a abertura de um processo disciplinar contra a Federação Espanhola de Futebol (RFEF) devido aos cânticos islamofóbicos proferidos durante o amistoso entre Espanha e Egito, realizado em Barcelona na semana passada.

Esse jogo, disputado entre duas seleções já classificadas para a Copa do Mundo de 2026 no estádio Cornellà, casa do Espanyol, foi marcado por cânticos islamofóbicos (“Quem não pular é muçulmano”) entoados por uma parcela da torcida espanhola.

O incidente provocou uma onda de indignação na Espanha, assim como a abertura de uma investigação pela polícia regional da Catalunha.

O premiê da Espanha, Pedro Sánchez, se manifestou duramente, um dia após os acontecimentos, contra a “minoria” de torcedores que “manchou” a imagem da Espanha, futura coanfitriã da Copa do Mundo de 2030, ao lado de Portugal e do Marrocos, país de maioria muçulmana.

Por sua vez, o jovem craque do Barcelona e astro de ‘La Roja’ Lamine Yamal, que é muçulmano, repudiou os cânticos, classificando-os como uma “intolerável falta de respeito”.

Apesar dos esforços das autoridades e de diversas condenações judiciais, o caso evidencia, mais uma vez, as dificuldades que o futebol espanhol enfrenta em sua luta para erradicar o racismo e a xenofobia de seus estádios, onde incidentes como esse se multiplicaram nos últimos meses.

O astro brasileiro do Real Madrid Vinicius Junior, que se tornou um símbolo da luta contra o racismo no futebol, tem sido frequentemente alvo de hostilidades desde a sua chegada a Madri, em 2018. No entanto, apenas uma fração desses incidentes resultou em sanções.

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