Política
Como fica o governo do Amazonas após renúncia de Wilson Lima e do vice-governador
As cartas de renúncia foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam)
O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil) e o vice-governador Tadeu de Souza (Progressistas) renunciaram aos cargos no sábado 4. As cartas de renúncia foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).
A saída de Lima foi oficializada às 23h00 do último dia de desincompatibilização dos cargos e acontece um mês depois de o governador anunciar, durante um evento em Manaus, que cumpriria todo o seu segundo mandato como governador por um “acordo com o povo do Amazonas.”
Com a renúncia, o ex-governador volta a se colocar na linha de opções para concorrer a uma das vagas do Amazonas ao Senado Federal, embora não tenha feito afirmações nesse sentido.
Em uma carta, Wilson Lima disse que a decisão é “em caráter irrevogável e irretratável” e que a medida atende ao prazo de desincompatibilização de seis meses antes das eleições gerais de 2026, previstas para outubro.
“Visando o cumprimento do prazo de seis meses de desincompatibilização exigido para a disputa de novo cargo eletivo nas eleições gerais de 2026”, diz trecho do documento. O vice-governador, Tadeu de Souza, também apresentou carta semelhante para anunciar sua renúncia.
O que acontece com o governo do Amazonas
Com as renúncias, e de acordo com as regras constitucionais, quem assume o governo do estado é o presidente da Assembleia Legislativa (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), que também era tido como um possível concorrente a cargos eletivos em 2026, tanto no Executivo como no Legislativo.
Caso haja uma recusa em assumir o cargo, o comando do Estado pode ser entregue ao presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que, por sua vez, teria até 30 dias para convocar uma eleição indireta na Aleam.
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