Política
A disputa pelo Governo e pelo Senado em Minas, segundo a nova pesquisa Atlas
Cleitinho e Pacheco aparecem em situação de empate técnico, e o apoio de Lula pode influenciar, segundo o levantamento
A disputa pelo governo de Minas Gerais pode ficar polarizada entre os senadores Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Rodrigo Pacheco (que nesta quarta-feira vai se filiar ao PSB). É o que indica uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira 1º pelo instituto AtlasIntel.
Quando os nomes dos dois estão entre os pré-candidatos apresentados aos eleitores, a disputa é acirrada. O apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Pacheco pode ser decisivo, segundo o levantamento. Em uma das simulações, é indicado que Pacheco seria o candidato de Lula, e, com isso, ele passa a ter um percentual mais alto.
Quando a pesquisa foi realizada, a filiação de Pacheco ao PSB ainda não tinha sido anunciada. Com isso, ele foi apresentado aos eleitores como um candidato com “partido a definir”.
Confira os números:
Cenário 1
- Cleitinho Azevedo (Republicanos) – 32,7%
- Rodrigo Pacheco (partido a definir) – 28,6%
- Alexandre Kalil (PDT) – 11,7%
- Carlos Viana (Podemos) – 7,5%
- Mateus Simões (PSD) – 6,2%
- Gabriel Azevedo (MDB) – 4%
- Ben Mendes (Missão) – 3,7%
- Voto branco/nulo – 1,8%
- Não sei – 3,8%
Cenário 2
- Cleitinho Azevedo (Republicanos) – 40,5%
- Alexandre Kalil (PDT) – 29,4%
- Mateus Simões (PSD) – 8,7%
- Ben Mendes (Missão) – 3,7%
- Voto branco/nulo – 5,9%
- Não sei – 6,5%
Cenário 3
- Rodrigo Pacheco (partido a definir), apoiado por Lula – 37,9%
- Cleitinho Azevedo (Republicanos) – 34,2%
- Mateus Simões (PSD), apoiado por Bolsonaro e Zema – 11,5%
- Gabriel Azevedo (MDB) – 4,2%
- Ben Mendes (Missão) – 2,3%
- Voto branco/nulo – 4,8%
- Não sei – 5%
Segundo turno
O levantamento testou ainda quatro diferentes cenários para o segundo turno. Cleitinho leva vantagem nas disputas com Pacheco e Alexandre Kalil (PDT). Mateus Simões (PSD), por sua vez, seria derrotado por ambos (Kalil e Pacheco), segundo a pesquisa.
Veja os percentuais:
Segundo turno – cenário 1
- Cleitinho Azevedo (Republicanos) – 47%
- Rodrigo Pacheco (partido a definir) – 42%
- Branco/nulo/não sei – 11%
Segundo turno – cenário 2
- Rodrigo Pacheco (partido a definir) – 43%
- Mateus Simões (PSD) – 31%
- Branco/nulo/não sei – 26%
Segundo turno – cenário 3
- Cleitinho Azevedo (Republicanos) – 51%
- Alexandre Kalil (PDT) – 36%
- Branco/nulo/não sei – 14%
Segundo turno – cenário 4
- Alexandre Kalil (PDT) – 40%
- Mateus Simões (PSD) – 32%
- Branco/nulo/não sei – 28%
Senado
Na disputa pelas duas vagas ao Senado, a batalha promete ser acirrada. Marília Campos (PT) e Carlos Viana (Podemos) aparecem numericamente à frente nas duas simulações testadas, mas Domingos Sávio (PL) se aproxima deles e empata na margem de erro.
Chama atenção o baixo percentual do deputado federal Aécio Neves (PSDB). Governador do estado por dois mandatos e eleito senador na sequência, ele foi o segundo colocado na disputa à Presidência em 2014, quando foi derrotado por Dilma Rousseff, e agora aparece pouco cotado entre os eleitores mineiros.
Veja os percentuais:
Cenário 1
- Marília Campos (PT) – 20%
- Carlos Viana (Podemos) – 18,1%
- Domingos Sávio (PL) – 16,2%
- Alexandre Kalil (PDT) – 12,5%
- Marcelo Aro (PP) – 8,5%
- Áurea Carolina (PSOL) – 7,7%
- Aécio Neves (PSDB) – 2,6%
- Maria Lúcia Cardoso (MDB) – 0,7%
- Voto branco/nulo – 9,8%
- Não sei – 3,8%
Cenário 2
- Marília Campos (PT) – 20,6%
- Carlos Viana (Podemos) – 18%
- Domingos Sávio (PL) – 15,6%
- Alexandre Silveira (PSD) – 12,6%
- Marcelo Aro (PP) – 9,4%
- Áurea Carolina (PSOL) – 8,1%
- Aécio Neves (PSDB) – 2,9%
- Maria Lúcia Cardoso (MDB) – 0,7%
- Voto branco/nulo – 7,8%
- Não sei – 4,3%
A pesquisa contou com 2.195 pessoas, que responderam a questionários digitais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O protocolo de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é MG-01664/2026.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Eleições em MG: Cleitinho lidera a disputa pela sucessão de Zema; Kalil aparece na 2º colocação
Por CartaCapital
Aposta de Lula em Minas, Pacheco se filia ao PSB nesta quarta
Por Wendal Carmo




