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Chefe de inteligência da Colômbia deixa o cargo após escândalo por vazamento de informação para guerrilha

Wilmar Mejía foi citado em uma reportagem sobre vazamento de dados para integrantes de uma dissidência das Farc

Chefe de inteligência da Colômbia deixa o cargo após escândalo por vazamento de informação para guerrilha
Chefe de inteligência da Colômbia deixa o cargo após escândalo por vazamento de informação para guerrilha
Foto: David Restrepo/Unsplash
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O chefe do serviço de inteligência da Colômbia anunciou na terça-feira 31 que deixou o cargo após ter o nome envolvido em um escândalo pelo suposto vazamento de informações para uma guerrilha que negocia a paz com o governo do presidente Gustavo Petro.

Wilmar Mejía, da Direção Nacional de Inteligência (DNI), foi citado em uma investigação jornalística que o vincula a um suposto vazamento de dados para uma dissidência das extintas Farc.

A emissora de televisão Caracol revelou. em novembro, dados e documentos apreendidos do grupo armado que supostamente evidenciam os vazamentos por parte de Mejía, defendido por Petro em meio à crise provocada pela investigação que também envolve um general do Exército.

O grupo que teria recebido as informações está sob o comando de ‘Calarcá’, um poderoso líder rebelde que mantém diálogos de paz com o governo de esquerda.

Mejía, que passou de formado em Educação Física a diretor do serviço de inteligência colombiana, nega as acusações e afirma que não conhece ‘Calarcá’. Na terça-feira, ele declarou ao Canal 1 que apresentou sua renúncia ao cargo em 3 de março.

O caso ganhou novo impulso nesta semana depois que a procuradora-geral, Luz Adriana Camargo, afirmou que a instituição comprovou “fatos muito graves” relacionados à denúncia da emissora Caracol.

“Ratificamos informações graves nos computadores e celulares sobre relações do grupo (armado) com um general e uma pessoa da DNI”, disse ao jornal El Espectador, sem mencionar Mejía.

A apenas cinco meses de deixar o poder, o presidente Petro fracassou na maioria de suas tentativas de acordos de paz. Analistas consideram que os grupos armados se fortaleceram durante seu mandato.

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