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Rei Charles III fará visita oficial aos EUA no final de abril
A viagem acontece em meio a tensões na relação entre os dois países em meio à guerra no Oriente Médio
O rei Charles III fará uma visita oficial aos Estados Unidos no final de abril, anunciou o Palácio de Buckingham nesta terça-feira 31. A viagem gerou polêmica, pois ocorre em meio à guerra no Oriente Médio e ao aumento das tensões entre Washington e Londres.
A programação da visita de Charles III, que será acompanhado por sua esposa Camilla, “celebrará os laços históricos e as atuais relações bilaterais” entre os dois países, coincidindo com o 250º aniversário da independência americana, segundo um comunicado.
O palácio especificou que as datas exatas da visita serão anunciadas posteriormente. O casal real viajará então para as Bermudas, marcando a primeira visita do monarca a um território ultramarino desde sua coroação em setembro de 2022.
Donald Trump, conhecido por sua admiração pela família real, declarou em meados de março que estava “ansioso” para ver o monarca.
Durante seu reinado, a rainha Elizabeth II visitou os Estados Unidos quatro vezes, incluindo em 1976 para celebrar o bicentenário da independência americana.
Esta visita de Charles III aos Estados Unidos, a primeira de seu reinado, foi anunciada em meio à guerra no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro com os ataques americano-israelenses ao Irã, com repercussões econômicas globais.
Trump mantém uma relação tensa com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer desde o início do conflito, criticando-o por seu apoio tímido ao aliado americano.
“Não estamos lidando com Winston Churchill”, disse Trump no início de março, expressando seu “descontentamento” com o Reino Unido, que inicialmente negou aos Estados Unidos acesso às suas bases militares.
De acordo com uma pesquisa da YouGov publicada na última quinta-feira, quase metade dos britânicos (49%) se opõe à visita. Vários membros do Parlamento britânico também se manifestaram contra a viagem do rei.
O líder do Partido Liberal Democrata, Ed Davey, argumentou que esta honra “não deveria ser concedida a alguém que insulta e prejudica” o Reino Unido “repetidamente”.
Em setembro do ano passado, Donald Trump foi recebido em visita oficial ao Reino Unido pela segunda vez.
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