Do Micro Ao Macro
Liderança feminina avança e mulheres já são 60% das chefes de RH
Levantamento da Sólides revela maioria feminina em cargos de gestão de pessoas, da coordenação à diretoria, e aponta mudanças no modo de liderar equipes
As mulheres já são maioria nos cargos de chefia em Recursos Humanos no Brasil. Dados do Panorama da Gestão de Pessoas, levantamento produzido pela Sólides, mostram que a liderança feminina em RH chegou a 60% das posições de comando na área, ultrapassando o domínio histórico masculino nos espaços de decisão.
O avanço não se concentra apenas no topo. Entre gerentes, as mulheres respondem por 59,1% dos cargos. Entre coordenadores, o número sobe para 64,4%. O padrão indica uma mudança que percorre diferentes camadas hierárquicas da gestão de pessoas, não apenas a base operacional.
Estilo de liderança feminina também muda
O crescimento da liderança feminina em RH coincide com uma reorientação nas práticas de gestão. O levantamento da Sólides aponta que empresas têm observado maior atenção a bem-estar, engajamento e cultura organizacional, temas que ganharam peso nos últimos anos e que estão associados a estilos de gestão mais voltados ao desenvolvimento humano e à escuta ativa.
Para Távira Magalhães, diretora de RH, o movimento é uma evolução natural da área. “A liderança em Recursos Humanos exige cada vez mais sensibilidade para lidar com pessoas, sem perder o olhar para resultados. O que vemos hoje é um equilíbrio maior entre performance e cuidado com os times”, afirma.
A presença feminina nesses cargos também amplia discussões sobre diversidade, inclusão e equidade dentro das organizações, pautas que passaram a ocupar mais espaço nas agendas corporativas.
Avanço não se replica em outras áreas
Apesar dos números expressivos, especialistas alertam que a liderança feminina em RH ainda não encontra o mesmo terreno em outras áreas das empresas. Em tecnologia e finanças, por exemplo, a participação feminina nos cargos de decisão segue bem abaixo da marca registrada na gestão de pessoas.
O próprio avanço no RH traz consigo uma agenda de trabalho. Garantir equidade salarial, ampliar oportunidades de crescimento e construir ambientes mais inclusivos são demandas que permanecem abertas, mesmo onde a representatividade já avançou.
Os dados da Sólides mostram que a liderança feminina em RH deixou de ser exceção. Mulheres não apenas ocupam mais cargos na área como têm influenciado a forma como a gestão de pessoas é conduzida, com reflexos diretos na cultura e nos resultados das empresas.
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