CartaExpressa

‘Desencanto’: a crítica de Eduardo Leite após o PSD escolher Caiado na eleição

Para o governador gaúcho, a decisão do partido tende a manter um ‘ambiente de polarização radicalizada’

‘Desencanto’: a crítica de Eduardo Leite após o PSD escolher Caiado na eleição
‘Desencanto’: a crítica de Eduardo Leite após o PSD escolher Caiado na eleição
Os governadores Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Jr. (PR), e o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Foto: Reprodução redes sociais
Apoie Siga-nos no
Eleições 2026

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, criticou nesta segunda-feira 30 a decisão de seu partido, o PSD, de lançar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República. O anúncio oficial da legenda de Gilberto Kassab ocorrerá na tarde desta segunda.

Com a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, a disputa pela indicação do PSD ficou entre Caiado e Leite.

“Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, não vou discutir essa decisão. Mas isso não significa ausência de convicção”, afirmou o governador gaúcho em um vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo Leite, a escolha do PSD tende a manter um “ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país”. Não citou diretamente Caiado na gravação, mas se referiu à proximidade entre o goiano e o bolsonarismo, enquanto Leite se apresenta como defensor de um “centro liberal”.

“A política é dinâmica e jornadas como essa não se encerram com uma decisão partidária. Essa jornada continua na sociedade, continua nas ideias, continua naquilo que a gente planta”, prosseguiu. “Se não for agora, vai ser logo ali adiante. Mas o Brasil vai sim reencontrar o caminho do equilíbrio.”

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo