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ONU: 40 novas espécies migratórias receberão proteção internacional

A definição ocorreu neste domingo 29, durante reunião da COP15, em Campo Grande (MS)

ONU: 40 novas espécies migratórias receberão proteção internacional
ONU: 40 novas espécies migratórias receberão proteção internacional
Handout picture released by the Brazil's Environment Ministry shows Brazil's Environment Minister Marina Silva (C) speaking during the COP15 opening ceremony in Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brazil on March 23, 2025. (Photo by Fernando Donasci / BRAZIL'S MINISTRY OF ENVIRONMENT / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / Brazil's Environment Ministry / Fernando DONASCI" - HANDOUT - NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS
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A Convenção das Nações Unidas sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês) aprovou neste domingo 29 a inclusão de 40 novas espécies sob proteção internacional, após sua 15ª reunião (COP15), celebrada nesta semana no Brasil.

A lista inclui a coruja-das-neves (Bubo scandiacus), famosa graças à saga Harry Potter, e o maçarico-de-bico-virado ou maçarico-café (Limosa haemastica), uma ave de bico longo ameaçada de extinção que percorre 30 mil quilômetros por ano ao longo do continente americano.

O tubarão-martelo-gigante (Sphyrna mokarran) também está incluído, assim como mamíferos terrestres como a hiena-listrada (Hyaena hyaena) e aquáticos como a lontra-gigante (Pteronura brasiliensis).

A reunião, com representantes de 133 membros (132 países e a União Europeia), aconteceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no Pantanal, uma das áreas com maior biodiversidade do planeta.

A Convenção é juridicamente vinculante, o que significa que os países têm a obrigação legal de proteger as espécies classificadas como ameaçadas de extinção, conservar e restaurar seus habitats, minimizar os obstáculos à sua migração e cooperar entre si para garantir essa conservação.

Segundo um relatório publicado pouco antes da COP15, quase metade (49%) das espécies incluídas na lista da CMS apresenta queda populacional, e quase uma em cada quatro está ameaçada de extinção em nível global.

Outro relatório, publicado na terça-feira, alertou para o “colapso” das migrações essenciais para a sobrevivência de espécies de peixes de água doce, como as enguias, causado pela degradação dos habitats naturais, pela sobrepesca e pelas barragens.

“A Convenção sobre Espécies Migratórias nos nos lembra uma mensagem simples, mas poderosa: migrar é natural. Ao cruzarem continentes conectando ecossistemas distantes, essas espécies revelam que a natureza não conhece limites entre Estados”, declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu discurso de abertura há uma semana.

“Proteger esses animais é proteger a própria vida no planeta”, completou.

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