Política
Simone Tebet oficializa filiação ao PSB para concorrer ao Senado em São Paulo
A ministra, que até então estava no MDB, integrará a chapa liderada pelo ex-chefe da Fazenda, Fernando Haddad (PT)
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, assinou sua ficha de filiação ao PSB, para disputar uma cadeira no Senado por São Paulo nas eleições deste ano. A cerimônia desta sexta-feira 27 ocorreu na Assembleia Legislativa do estado e contou com a presença de lideranças da sigla, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, a deputada federal Tabata Amaral e o ministro do Empreendedorismo Márcio França.
Tebet, que até então estava no MDB, integrará a chapa liderada pelo ex-chefe da Fazenda, Fernando Haddad (PT). A escolha da ministra busca reduzir a influência do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no maior colégio eleitoral do País.
O evento ressaltou a participação da ministra na campanha petista em 2022 como um gesto pela democracia, além de enfatizar seu trabalho no governo. “Vamos ter, este ano, uma escolha entre quem respeita o povo e quer democracia e quem gosta de ditadura, que é mandar no povo”, declarou Alckmin.
Em seu discurso, Tebet ressaltou que nada é fácil para mulher na política. “Sou uma brasileira forjada num berço religioso. Ninguém é feliz vendo a infelicidade alheia, esse é o grande legado que eu recebo da minha mãe. E meu pai me ensinou que política é missão”, afirmou. Além disso, disse ter aceitado concorrer a presidente, quatro anos atrás, mesmo sabendo que perderia, porque queria ser uma voz ativa contra Jair Bolsonaro.
“A nossa grande missão é resgatar a esperança do povo brasileiro e dizer que hoje nós temos um governo que faz todo o esforço para realizar sonhos”, completou.
Simone Tebet construiu a carreira política no Mato Grosso do Sul, onde foi vice-governadora, senadora e deputada estadual, além de prefeita da sua cidade natal, Três Lagoas, divisa com o estado de São Paulo.
Ela integrava as fileiras do MDB desde 1997. Nesse meio tempo, adotou posições contrárias ao PT, como ao votar pelo impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016, e defender a aprovação de reformas e outras pautas econômicas liberais.
A ministra, porém, se aproximou da esquerda durante o governo Bolsonaro por se posicionar contra a gestão do ex-capitão em relação à pandemia de Covid-19. Ela trocou de domicílio eleitoral para São Paulo para disputar o pleito de outubro.
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