Política
Criação da Frente Parlamentar Antiwoke avança na Câmara de São Paulo
Lucas Pavanato (PL) lidera a proposta. Vereadores progressistas reagiram e criticaram a iniciativa
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de São Paulo deu aval, nesta quarta-feira 25, à criação da Frente Parlamentar Antiwoke. O vereador Lucas Pavanato (PL) encabeça a proposta, com o apoio de Sonaira Fernandes (PL), Rubinho Nunes (União) e Adrilles Jorge (União).
O grupo alega se tratar de uma resposta “a uma demanda de parcela da população preocupada com os impactos de determinadas pautas ideológicas, associadas a movimento conhecido como ‘woke’.
Pavanato afirmou que o objetivo é “impedir os avanços dessa ideologia nefasta, preservando o direito à liberdade de expressão”.
Entre os vereadores que se manifestaram contra a proposta estão Silvia da Bancada Feminista (PSOL), Thammy Miranda (PSD) e Luna Zarattini (PT).
A matéria surge em meio à guerra declarada do governo de Donald Trump nos Estados Unidos contra o que a extrema-direita costuma chamar de “cultura woke”. Temas como direitos LGBT+, combate à mudança climática e luta pelos direitos das mulheres são associados a essa “cultura” — essa definição difusa, portanto, costuma se aplicar a pessoas de esquerda ou progressistas.
O uso do termo começou na comunidade afro-americana e, inicialmente, era um alerta contra a injustiça social. Virou, porém, um guarda-chuva da extrema-direita para minar pautas progressistas.
Atualmente, o dicionário de Oxford define “woke” como a consciência de questões sociais e políticas e a preocupação com o fato de que alguns grupos na sociedade são tratados de forma menos justa do que outros. Acrescenta, porém, que “essa palavra é frequentemente usada de forma pejorativa por pessoas que se opõem a novas ideias e mudanças políticas e acham que algumas pessoas se ofendem com muita facilidade com essas questões”.
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