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É improvável que a eleição presidencial termine em primeiro turno, diz analista do AtlasIntel
Yuri Sanches pondera, por outro lado, que ainda há muito a se resolver até outubro, tanto no cenário doméstico quanto no front externo
A tendência é que a eleição para a Presidência da República não termine no primeiro turno, afirmou a CartaCapital o chefe de Risco Político e Análise Política do instituto AtlasIntel, Yuri Sanches.
A declaração ocorre no dia em que a nova rodada do levantamento aponta a liderança do presidente Lula (PT) nos cenários de primeiro turno, mas um empate técnico em um eventual segundo turno — com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente.
Para Sanches, é improvável que Lula atinja 50% mais um dos votos válidos no primeiro turno, o que garantiria ao presidente o quarto mandato sem a necessidade de uma segunda rodada nas urnas. O analista relembra que o petista obteve 48,4% dos votos válidos no primeiro turno de 2022, no momento em que o então presidente Jair Bolsonaro (PL) acumulava um profundo desgaste. O ex-capitão amealhou 43,2% da preferência na ocasião.
“Para a o segundo turno Lula também cresceu pouco e chegou a 50,1%. Bolsonaro teve um crescimento maior”, ressalta Sanches. “Nessa dinâmica, vemos um espaço bastante reduzido para que haja uma definição no primeiro turno, neste momento.”
Yuri Sanches pondera, por outro lado, que ainda há muito a se resolver até outubro, tanto no cenário doméstico quanto no front externo. “Todas essas dinâmicas, dependendo de como o governo reagirá, darão mais condições para o governo ou para a oposição capitalizar. A dinâmica pode ser que mude um pouco.”
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