Política

Réu por atropelar militante do PT em ato assume o comando do PL Jovem em Sergipe

Flávio da Direita Sergipana foi escolhido pela presidente da legenda no estado, a vereadora de Aracaju Moana Valadares

Réu por atropelar militante do PT em ato assume o comando do PL Jovem em Sergipe
Réu por atropelar militante do PT em ato assume o comando do PL Jovem em Sergipe
Reprodução/redes sociais
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O diretório do PL em Sergipe nomeou para comandar a área do partido voltada à juventude um réu por tentativa de homicídio contra um militante do PT. Flávio da Direita Sergipana, de 36 anos, foi escolhido para o posto no início de março pela presidente da legenda no estado, a vereadora de Aracaju Moana Valadares.

Flávio também estava nomeado desde dezembro do ano passado no gabinete do deputado estadual Luizão Dona Trampi (União). O cargo que ele ocupava até esta semana previa um salário mensal bruto de 3 mil reais.

O crime imputado a Flávio ocorreu durante as eleições municipais de 2024, quando ele concorreu a uma cadeira na Câmara Municipal da capital sergipana, mas não se elegeu e ficou como suplente.

Sobre a nomeação na Alese, o bolsonarista disse à reportagem que exercia suas funções de forma regular, “atuando na elaboração de requerimentos, indicações e projetos de lei”. Em relação ao processo por tentativa de homicídio, afirmou: “Não sofri nenhuma condenação. O processo está tramitando normalmente na Justiça, como a própria defesa da vítima reconhece. Como posso ter atropelado alguém se nem ao menos estava dirigindo?”.

O processo contra Flávio tramita no Tribunal de Justiça. O ativista Charles Belchior participava de um ato promovido pela campanha de Candisse Carvalho, então postulante do PT à prefeitura de Aracaju, quando foi atingido pelo veículo e arrastado por cerca de dois quilômetros.

Outras três pessoas também foram enquadradas em tentativa de homicídio, cuja pena no Brasil pode chegar a 20 anos de prisão. Na avaliação da polícia, que indiciou o grupo, ficou comprovada “motivação fútil baseada em disputa eleitoral” por parte dos bolsonaristas.

Flávio também responde por comunicação falsa de crime, sob o entendimento de que ele tentou “subverter os fatos ao registrar um boletim de ocorrência com uma narrativa inverídica de agressões por barras de ferro e danos ao veículo que não se confirmaram”, de acordo com os investigadores do caso.

A vítima fraturou a perna e precisou passar por quatro cirurgias. Os réus devem ir a júri popular, ainda sem data marcada. Uma audiência de instrução do caso estava prevista para a manhã da última segunda-feira 23, mas foi adiada para junho.

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