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Dados preliminares de referendo sobre reforma judicial na Itália indicam revés para Meloni

Resultados parciais de um referendo sobre uma reforma judicial na Itália indicaram nesta segunda-feira 23 uma preferência pelo ‘Não’

Dados preliminares de referendo sobre reforma judicial na Itália indicam revés para Meloni
Dados preliminares de referendo sobre reforma judicial na Itália indicam revés para Meloni
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. Foto: JOHANN GRODER/AFP
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Resultados parciais de um referendo sobre uma reforma judicial na Itália, defendida pela primeira-ministra Giorgia Meloni, indicaram nesta segunda-feira 23 uma preferência pelo “Não”.

A rejeição à reforma contabilizava pouco mais de 54% dos votos após a apuração de mais um quarto dos centros de votação.

Pouco antes, uma pesquisa de boca de urna projetava o “Não” com 49% a 53%, e o “Sim” entre 47% e 51%. Uma segunda sondagem atribuiu ao “Não” uma vantagem de 51,5% a 48,5%, com uma margem de erro de +/- 2,2%.

Uma derrota neste referendo representaria um duro golpe para Meloni, que desde outubro de 2022 lidera um governo de coalizão com uma estabilidade incomum. Meloni descartou a possibilidade de renunciar em caso de derrota.

A reforma propõe alterar a Constituição para separar as carreiras de juízes e promotores, além de modificar o funcionamento do Conselho Superior da Magistratura (CSM), responsável pela supervisão dos juízes.

Para o governo, a reforma é indispensável à imparcialidade do sistema judicial. Já a oposição a considera uma manobra para influenciar magistrados e a critica por não incluir questões estruturais, como morosidade dos processos e superlotação carcerária.

A reforma dividiria o CSM em dois conselhos — um para juízes e outro para promotores — e instituiria um novo tribunal disciplinar composto por 15 membros.

Três seriam nomeados pelo presidente da República; outros três sorteados de uma lista elaborada pelo Parlamento; e nove sorteados entre juízes e promotores.

A reforma busca também impedir que juízes e promotores alternem entre as duas funções — uma prática atualmente adotada por uma minoria ínfima. Desde 2022, a mudança é permitida apenas uma vez nos primeiros dez anos de suas carreiras.

Muitos magistrados consideram que este sistema protege contra interferências políticas; no entanto, defensores da reforma argumentam que relações muitos próximas entre juízes e promotores podem prejudicar os acusados.

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