‘A gente tem uma batalha contra a mentira e contra o ódio’, diz Wellington Dias
Em entrevista a CartaCapital, ministro faz um balanço dos programas sociais do governo Lula e comenta o cenário eleitoral para outubro de 2026
Em 2014, durante o governo Dilma Rousseff, o Brasil deixou pela primeira vez o Mapa da Fome da ONU — um indicador de que menos de 2,5% da população do País estava em risco de subnutrição ou sob falta de acesso a alimentação suficiente. Em 2021, porém, o Brasil foi incluído na lista novamente, por conta dos resultados apurados entre 2018 e 2020 – período entre os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro. O País só deixou o índice novamente em julho de 2025, um resultado que foi celebrado pelo presidente Lula e seu governo. “Sair do Mapa da Fome era o objetivo primeiro do presidente Lula ao iniciar o seu mandato em janeiro de 2023. A meta era fazer isso até o fim de 2026”, disse à época o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias.
Apesar dos bons resultados das políticas sociais, baixos níveis desemprego, elevação da renda média dos brasileiros e menor índice de mortalidade infantil em mais de três décadas, entretanto, o governo Lula ainda não tem uma vitória garantida nas eleições de outubro: Flávio Bolsonaro, o representante da ultradireita, aparece em muitas pesquisas em empate técnico com o atual presidente.
“É claro que é o Brasil polarizado. A polarização não parou”, diz o ministro Wellington Dias em entrevista a Sergio Lirio, redator-chefe de CartaCapital. “A gente tem uma batalha contra a mentira e contra o ódio. É uma coisa que coloca em ameaça o próprio modelo democrático, no Brasil e no mundo”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
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