CartaExpressa

Jefferson diz a Moraes não ter condições de pagar multa — nem com parcelamento

Segundo a defesa, o montante atualizado chega a 972,6 mil reais

Jefferson diz a Moraes não ter condições de pagar multa — nem com parcelamento
Jefferson diz a Moraes não ter condições de pagar multa — nem com parcelamento
O ex-deputado Roberto Jefferson. Foto: Reprodução
Apoie Siga-nos no

A defesa de Roberto Jefferson afirmou, em ofício enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que o ex-presidente da Câmara dos Deputados não tem condições de pagar a multa fixada pela Corte ao condená-lo a a nove anos de prisão, no fim de 2024.

Segundo os advogados, o valor atualizado da multa chega a 972,6 mil reais, um montante com o qual Jefferson não poderia arcar nem com parcelamento. A defesa argumenta que as únicas fontes de renda de seu cliente são a aposentadoria e a pensão de ex-deputado.

Eles sustentam ainda que Jefferson sofre, desde 2023, com a penhora de 20% de sua aposentadoria devido a processos judiciais movidos por Moraes e por sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. Esses descontos, de acordo com a petição, se agravam diante dos gastos do ex-parlamentar com remédios, plano de saúde, psicólogo, psiquiatra, fisioterapia e outros cuidados.

A petição requer que o STF dispense Jefferson do pagamento da multa. Caso Moraes rechace o pedido, completam os advogados, deveria reduzir o valor, “diante do inequívoco erro material”.

Moraes determinou na segunda-feira 16 a intimação de Roberto Jefferson para que pague a multa em até dez dias. Se não houver o pagamento voluntário, acrescentou o ministro, a Secretaria Judiciária deverá atualizar o cálculo e encaminhar os documentos à Procuradoria-Geral da República, a fim de adotar as providências necessárias para a execução.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo