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Ex-agentes processam diretor do FBI e alegam que foram demitidos por investigação sobre Trump
Os dois profissionais mandados embora investigavam a tentativa do hoje presidente de virar a mesa nas eleições de 2020
Dois ex-agentes do FBI apresentaram uma ação na quinta-feira 19 contra o diretor da agência, Kash Patel, alegando que foram demitidos de maneira sumária porque trabalharam em uma investigação sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump foi acusado de tentar reverter o resultado das eleições de 2020, que ele perdeu para Joe Biden, mas o caso foi arquivado quatro anos depois, seguindo a política do Departamento de Justiça de não processar um presidente em exercício.
Na ação apresentada na quinta-feira a um tribunal em Washington, os dois agentes alegam que Patel “encerrou o vínculo empregatício deles com o FBI com base apenas na designação de ambos para a Arctic Frost”, o codinome da agência para a investigação sobre Trump, o que, afirmaram, viola seus direitos constitucionais.
Trump comentou na plataforma Truth Social em janeiro que os agentes do FBI que participaram da Arctic Frost eram a “escória” e “lunáticos radicais de esquerda”, segundo a ação.
Patel respondeu a esta publicação afirmando que a agência “identificou os atores corruptos e encerrou seu vínculo empregatício no ano passado”.
Os agentes tinham qualificações “exemplares” e nunca foram submetidos a medidas disciplinares até a “demissão sumária” por Patel entre o fim de outubro e o começo de novembro, destacam na ação.
“Nenhuma investigação interna, notificação ou audiência precedeu suas demissões. Tampouco foi apresentada aos autores qualquer evidência que supostamente respaldasse as demissões, ou lhes foi dada a oportunidade de recorrer”, escreveram.
Os dois acrescentaram que desempenharam funções menores ou de apoio na Arctic Frost.
O FBI não respondeu a um pedido de comentários.
A procuradora-geral Pam Bondi, o FBI e o Departamento de Justiça também são citados como processados.
Os demandantes pedem ao tribunal a reintegração aos cargos e que declare que a rescisão de seus contratos violou seus direitos à liberdade de expressão e ao devido processo legal, garantidos pela Constituição dos Estados Unidos.
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