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Moraes manda PGR avaliar pedido da PF para compartilhar provas contra Eduardo

A corporação busca obter elementos de inquérito para fortalecer um processo administrativo disciplinar

Moraes manda PGR avaliar pedido da PF para compartilhar provas contra Eduardo
Moraes manda PGR avaliar pedido da PF para compartilhar provas contra Eduardo
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, faz a leitura do relatório que aponta a existência de uma organização criminosa liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Gustavo Moreno/STF
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, fixou na segunda-feira 16 um prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste a respeito de um pedido da Polícia Federal para utilizar em um procedimento interno as provas de um inquérito na Corte contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).

A corporação deseja que o Supremo compartilhe os elementos obtidos no processo que mira a atuação do ex-parlamentar nos Estados Unidos contra o Brasil. O objetivo é que a investigação no STF fortaleça um processo administrativo disciplinar contra Eduardo, escrivão da corporação desde 2010.

Os agentes investigam indícios da prática de improbidade administrativa por Eduardo ao ofender, ameaçar e expor servidores da PF na imprensa em razão de seu trabalho em investigações que tramitam no Supremo.

Em outra frente, a PF abriu um procedimento administrativo disciplinar contra o ex-deputado por abandono de cargo. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está em Miami, nos Estados Unidos, desde março do ano passado.

Dos Estados Unidos, Eduardo articulou sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras com o intuito de forçar uma anistia a seu pai — que, à época, era julgado por liderar a tentativa de golpe de Estado. Jair foi condenado em setembro do ano passado a 27 anos e três meses de prisão.

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