Educação

MEC aplica punições a cursos de medicina considerados insatisfatórios no Enamed

Sanções vão desde restrições ao acesso de programas federais até a proibição ou redução na abertura de novas vagas

MEC aplica punições a cursos de medicina considerados insatisfatórios no Enamed
MEC aplica punições a cursos de medicina considerados insatisfatórios no Enamed
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta terça-feira 17, sanções para cursos de medicina com desempenho considerado insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.

O exame foi realizada a primeira vez ano passado, com o objetivo de medir a qualidade da formação médica no Brasil, além de substituir a prova objetiva do Exame Nacional de Residência Médica.

Cursos com nota 1 — em uma escala que vai até 5  — e menos de 30% de alunos proficientes estão proibidos de abrir novas vagas a partir desta terça. Já aqueles com nota 1 e desempenho entre 30% e 40% deverão reduzir em 50% a oferta de vagas. Nos caso dos cursos com nota 2, com 40% a 50% de alunos proficientes, a redução será de 25% nas novas matrículas.

Além disso, todas as instituições privadas com notas 1 e 2 ficam impedidas de ampliar vagas e de firmar novos contratos com programas federais como o Fies e ProUni. As medidas valem até a próxima edição do Enamed, previsto para outubro deste ano.

Ao todo, foram atingidos 53 cursos privados e quatro graduações de universidades federais. Veja a lista:

Cursos com nota 1 (proibidos de matricular novos alunos)

  • Estácio de Sá (RJ)
  • Unilago (SP)
  • Centro Universitário Adamantina/FAI (SP)
  • Faculdade de Dracena (SP)
  • Unifan (Aparecida de Goiânia – GO)
  • Faculdade Metropolitana/Unnesa (RO)
  • Uninorte (AC)

Cursos com nota 1 (redução em 50% as vagas)

  • Unipac (Juiz de Fora – (MG)
  • Universidade Brasil (SP)
  • Universidade do Contestado (SC)
  • UMC (Mogi das Cruzes – SP)
  • Universidade Nilton Lins (AM)
  • Unicerrado (GO)
  • Centro Universitário das Américas (SP)
  • FASEH (MG)
  • Ceuni-Fametro (AM)
  • São Leopoldo Mandic (SP)
  • Estácio (SC)
  • Faculdade Zarns (GO)

Cursos com nota 2 (redução de 25% nas vagas)

  • Anhembi Morumbi (SP)
  • Uninassau (BA, PE e RO)
  • Unigranrio (RJ)

Faculdades e centros universitários do grupo Afya em diferentes estados

  • Estácio (unidades em SP, BA, CE)
  • Unic/Unimed (MT)
  • Unicesumar (MT)

Também aparecem na lista universidades e faculdades como:

  • Universidade Santo Amaro (SP)
  • Unimar (SP)
  • Unipar (PR)
  • Unifeso (RJ)
  • Faculdade de Medicina de Olinda (PE)

Universidades federais

Quatro instituições federais também foram alvo de medidas:

  • Universidade Federal do Pará (UFPA) – nota 1
  • Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
  • Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
  • Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)

Nesses casos, haverá redução de 50% nas vagas e proibição de ampliação de cursos. As instituições terão prazo de 30 dias para apresentar defesa.

Críticas do setor

A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) criticou a decisão e pediu revisão das medidas. Segundo a entidade, a aplicação padronizada de sanções “gera insegurança jurídica” e que eventuais punições sejam feitas de forma individualizada e com maior transparência.

O MEC informou que as medidas podem ser revistas, mantidas ou ampliadas após a próxima edição do exame e a análise dos recursos apresentados pelas instituições.

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